Mesmo que tudo esteja fora de seu lugar, ainda consigo perceber sua presença insubstituível entre as paredes do meu quarto.
A percepção desta sensação me vêm aos poucos: um sms ainda não recebido, as folhas ainda espalhadas, a falta de inspiração entre meus dedos.
Penso nas vezes em que nos abandonamos nos braços um do outro e falávamos deste nosso amor de tantas e tantas rugas e tatuagens não possuir o seu lugar frente à sociedade.
Como se o sentimento precisasse de rótulos! Longe disso.
Diferente de todos os outros sentimentos, o amor é o único que não necessita de passado, tampouco de espaço para surgir.
Ele começou com uma ideia fixa de que de alguma forma nos completávamos.
Daquela visão de você descendo aquelas escadas, dos teus beijos cálidos e do teu cheiro de volúpia.
Teus braços e teus abraços, que me roubavam de mim toda vez que neles me encaixava.
Ao te perder de vista, perco uma parte invisível de mim, da qual não sei explicar a falta que fará.
Acho que chegaremos ao final desta estrada sem vários pedaços da alma.
Hoje mesmo eu dei falta de mais um: parte do meu pulmão foi contigo na última partida.
O ar está pesado, difícil, quase intragável. Tal qual o efeito do tabaco.
Ademais todas essas falhas que eu cometo na esperança da tua volta, sei que continuas comigo nos teus pensamentos.
Eu sinto quando pensas em mim!
Não sei te explicar como tal fato se dá, contudo é como se num ato premeditado, eu pudesse num passe de mágica, fechar os olhos e ver-te à minha frente.
Se estico as mãos, apalpo as tuas formas.
Nessa louca obsessão me debulho em lágrimas e sorrisos. Ironicamente eles compõe cada peça do quebra cabeça que fazem este sentimento ser o que é: viciante e insubstituível.
Olho pro relógio na esperança desta tua forma imaginária se materializar e dormir comigo esta noite.
Confiando cegamente no que somos, minha entrega se intensifica... é chegada a hora de dormir.
Sei que estará presente nos sonhos de hoje e nos de amanhã, como esteve em outros de outrora.
- Fica aqui essa noite, vem esquentar este lado da minha cama que anda vazio desde a tua partida, deita-te benzinho, quero tua cabeça no meu colo... fala-me deste teu corpo tão marcado quanto o meu.
...
- Me diz que sempre fomos um par?
Um comentário:
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