domingo, 24 de junho de 2012

Colcha de retalhos I



"Porque todas as vezes em que ela pensa no tempo que se passou, repara nas rugas que este amor deixou pelos caminhos de sua pele ao longo de todos esses anos.
Contemplando seu reflexo no espelho, percebe que aquela menina de anos atrás permanece dentro dela com sua fúria e instintivade dominando-a ainda de forma intensa, pois mesmo sabendo que o simples ato de virar a ampulheta para o outro lado não faz o relógio girar ao contrário, ainda insiste em continuar conjugando o verbo amar no gerúndio.
Como se num dia dela de extrema obsessão por ti, o tempo em suas várias faces não tivesse a mínima importância.
O valor estava concentrado no momento em que ele se aconchegava em seus braços no reencontro pós-despedida, onde o verbo amar, permanecie ferozmente dentro dos amantes...
Amando..." 


(Tássia Karl)

Um comentário:

dilsinho disse...

Sem pre sensível e belo minha amiga!bjo!