sábado, 15 de dezembro de 2012
Sobre Gatos
"Dois gatos pingados fora da lei...gritos e sussurros... tudo bem." (Ed Motta)
Aquele gato preto tem o dom de se destacar nos ambientes que frequenta e juntamente com isto, o poder de atrair suas vítimas para o abatimento final que advém de seu olhar penetrante.
Seu ronronado encanta e inebria as pobres meninas que sonham em algum dia domesticá-lo.
Oferecem a ele suas estantes com livros, propõe a ele whiskas sachê a qualquer hora do dia ou da noite, bolas de lã, suas costas como arranhadores.
Mas nada disso o encanta por completo...
- Gato vira lata não resiste ao luar. - Já dizia o próprio.
Elas nunca ligaram para essa resistência e insistem no jogo sedutor de atrair sua atenção. Em vão.
Dia desses esqueci a porta entreaberta e ele se empertigou pra dentro de casa com a cara mais cínica que conseguiu produzir, achando que me enganava sobre suas verdadeiras intenções!
Pensava que eu havia me esquecido das artimanhas que ele produzia e do modo como costumava tentar me dominar...começava sempre com aquele olhar que me devorava, que arrancava minha roupas a cada piscadela, que queimava a cada batida do meu coração.
O ronronar era meu velho conhecido, aquela sinfonia de necessidade de atenção inconfundível.
Queria ser notado, olhado e acariciado, mas não bastava dar-lhe meu sorriso, quer sempre as minhas mãos.
Emaranhamos apenas uma delas, senti a outra controlar minha nuca em direção aos seus lábios..beija-me gatinho, beija-me mais!
Começa então a esfregar-se nas minhas roupas para deixar seu pelo nelas, todos os gatos querem deixar vestígios territoriais, provando aos vadios que virão após si, que ele esteve ali. E se aproveitou da fragilidade de minhas pernas ante si.
Dancemos então ao luar do meu terraço, vem comigo Vadio!
Lembro-me vagamente de ter me deixado envolver naquelas garras retráteis que arranhavam meus sentidos, despedaçando-os, um por um, ao seu bel prazer.
Sua língua áspera dava novo gosto à minha vontade de continuar aquele ritual de entrega, no ponto mais alto da minha casa adicionávamos os ingredientes necessários para a que o rito se concretizasse, sem nos importar que a lua de mel no céu presenciasse aquelas fanfarronices todas...
Eu Miava por sua volúpia, Miávamos juntos por mais.
Você consegue ouvir os miados cantados de dois gatos no cio quando se encontram?
Sim, aqueles éramos nós dois.
O ronronar era apenas uma forma de me chamar para ele, a saliva que adivinha do gesto me convocava a apreciar o encantamento, marcava as zonas eróticas do meu corpo...loucamente eu tentava arranhar não apenas os sentidos, como também as costas nuas sob os pelos negros do gato ante a mim.
Não havia ninguém mais com aquele encantamento ao luar, por mais que o olhasse a visão dele seria sempre inebriante ao meu desejo. Fico abobalhada como o astro noturno cede ao felinos suas artimanhas de sedução.
Amor de bicho primitivo, dominava-me para além da vontade de possuí-lo , prendia-me o ar nos pulmões a fim de soltá-los em demorados miados de prazer.
Perguntem-se sobre as paixões malucas que sentíamos em meio aos gritos e sussurros que compartilhávamos os vizinhos não ousavam atrapalhar os felinos em seu momento de cama de gato... ou seria cama sutra?
Não nos importava as posições, pois as ondas de feromônios impregnavam as camadas da minha pele com mais tesão dele.
Gatos sentem prazer através da liberdade de sentir sem preconceitos e manuais.
A independência faz seu lado sentimental exercer ainda mais fascínio nas reles mortais que os desejam.
Isso nunca me amedrontou, as portas e janelas do meu coração estão abertas para que chegues e vás, ficasse quando desejasse.
Demora-te o quando quiseres, meu bem! Não te quero preso a convenções que matariam tua espontaneidade.
Tua falta de jeito para o amor não justifica teu modo vadio de tentar enganar meu sexto sentido que sempre me fala sobre tua vontade de ficar até o dia raiar.
Te ofereço uma almofada confortável! Fica, até te faço um chamego na barriga, até te deixo dormir enroscado nas minhas pernas.
Minhas marcas estão por baixo do teu pelo viçoso, onde não podes negar minha presença, tampouco teus sentimentalismos que nunca me enganaram...meu nome está melodioso em seu miado, seu gato!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Sobre os vícios da paixão
Te sinto em ambientes que me são tão cotianos quando simples.
Quando chego em casa e as luzes não ascendem percebo-te fazendo parte desta conspiração para me deixar mais instigada a perceber as nuances do teu corpo no escuro.
Apalpo tuas formas imaginárias e convido-te para deitares comigo na rede que nos espera sob a lua que brilha na janela e inunda a casa com a luz prateada que nos basta.
Fale-me deste teu coração desiludido para que eu não cause, tampouco alimente teus poços de solidão.
Meu amor por ti anda me enlouquecendo... percebo isto há algum tempo.
Hoje a tarde eu te vi da varanda da minha casa, tu eras um homem simples vestido à moda dos cavalheiros do século XIX, com trajes marfins e chapéu preto, trazias uma flor na mão e um sorriso espontâneo no rosto.
Imaginei que seria teu coração aquela flor que me ofertavas com as mãos trêmulas. Aceitei com as minhas desajeitadas, tentando conter a ansiedade que me tomava, não consegui. Arranquei-as, bem dizer, de ti e a coloquei num vaso com água e açúcar... era tão lindo te ter aqui.
Mas a novela das 18h voltou e me despertou daquela visão que eu criei sobre nossa entrega, me acordou da realidade inventada feita pra te trazer de volta pra casa, pro nosso ninho, pro nosso amor...que anda vazio de acalento desde a tua partida.
A lua continua sua ascensão no céu e sou obrigada a contar o espaços vazios entre as estrelas na esperança de achar caminhos onde tua vinda possa ser facilitada pelos atalhos que eles formam.
Essa ausência que se instala entre essas paredes, só será saciada com a tua risada inundando a minha casa com o frescor dos sonhos que resistem a falta de estímulos diários e ao teu impossível orgulho de assumires quem és.
Deletados os teus personagens inventados e incorporados ao teu dia a dia, entre meus lençóis conheci o que de ti havia de mais puro juntamente com aquele olhar de cãozinho abandonado esperando ser achado, adotado e amado.
E como meu desejo te quis, desde aquele pequeno momento que te percebi próximo de mim.
Agarrando-me a chance de te ter aqui, transcendi as barreiras dos pensamentos negativos...tomei coragem de pisar pé ante pé na tua direção: sorriso nos lábios, estrelas nos olhos, coração na boca.
Fala-me de novo das tuas músicas preferidas, fala!
Ficas tão lindo descrevendo a discografia do Los Hermanos.
Dizes novamente sobre teu sentimentalismo que me encanta, que aquele álbum do Cine Íris é o melhor de todos os tempos, que eras fã antes disso tudo virar modinha e que o "Último Romance" é a música dos apaixonados.
"Sentimental" só faz sentido quando se é "Um par".
Me manda novamente essa canção que te deixa apaixonado num bate papo de alguma rede social, me pede pra ouvir, me toma pelo braço e me impede de fugir de nós.
Sei que seu desejo se liberta quando abrimos a janela para a primavera entrar.
Sorri novamente ao lembrar que eu torço pro mesmo time que você, seu bobo!
Quem mais tem uma estrela no peito e no céu como guia? Mentira!?
Não me deixa mais chegar no quarto andar sem um beijo, mais dormir sem sentir dor nas costas, reclamar dos mosquitos, sem uma garrafa d'água... sinto tanta sede dos teus beijos na madrugada.
Vem correndo logo, orgulho não faz bem pro coração, não!
"Vamos viver nossos sonhos temos tão pouco tempo." (CBJr)
Meu amor por ti anda me enlouquecendo... percebo isto há algum tempo.
Hoje a tarde eu te vi da varanda da minha casa, tu eras um homem simples vestido à moda dos cavalheiros do século XIX, com trajes marfins e chapéu preto, trazias uma flor na mão e um sorriso espontâneo no rosto.
Imaginei que seria teu coração aquela flor que me ofertavas com as mãos trêmulas. Aceitei com as minhas desajeitadas, tentando conter a ansiedade que me tomava, não consegui. Arranquei-as, bem dizer, de ti e a coloquei num vaso com água e açúcar... era tão lindo te ter aqui.
Mas a novela das 18h voltou e me despertou daquela visão que eu criei sobre nossa entrega, me acordou da realidade inventada feita pra te trazer de volta pra casa, pro nosso ninho, pro nosso amor...que anda vazio de acalento desde a tua partida.
A lua continua sua ascensão no céu e sou obrigada a contar o espaços vazios entre as estrelas na esperança de achar caminhos onde tua vinda possa ser facilitada pelos atalhos que eles formam.
Essa ausência que se instala entre essas paredes, só será saciada com a tua risada inundando a minha casa com o frescor dos sonhos que resistem a falta de estímulos diários e ao teu impossível orgulho de assumires quem és.
Deletados os teus personagens inventados e incorporados ao teu dia a dia, entre meus lençóis conheci o que de ti havia de mais puro juntamente com aquele olhar de cãozinho abandonado esperando ser achado, adotado e amado.
E como meu desejo te quis, desde aquele pequeno momento que te percebi próximo de mim.
Agarrando-me a chance de te ter aqui, transcendi as barreiras dos pensamentos negativos...tomei coragem de pisar pé ante pé na tua direção: sorriso nos lábios, estrelas nos olhos, coração na boca.
Fala-me de novo das tuas músicas preferidas, fala!
Ficas tão lindo descrevendo a discografia do Los Hermanos.
Dizes novamente sobre teu sentimentalismo que me encanta, que aquele álbum do Cine Íris é o melhor de todos os tempos, que eras fã antes disso tudo virar modinha e que o "Último Romance" é a música dos apaixonados.
"Sentimental" só faz sentido quando se é "Um par".
Me manda novamente essa canção que te deixa apaixonado num bate papo de alguma rede social, me pede pra ouvir, me toma pelo braço e me impede de fugir de nós.
Sei que seu desejo se liberta quando abrimos a janela para a primavera entrar.
A chuva é apenas mais uma desculpa pra beber mais um copo e descobrir coisas afins.
Sorri novamente ao lembrar que eu torço pro mesmo time que você, seu bobo!
Quem mais tem uma estrela no peito e no céu como guia? Mentira!?
Não me deixa mais chegar no quarto andar sem um beijo, mais dormir sem sentir dor nas costas, reclamar dos mosquitos, sem uma garrafa d'água... sinto tanta sede dos teus beijos na madrugada.
Vem correndo logo, orgulho não faz bem pro coração, não!
"Vamos viver nossos sonhos temos tão pouco tempo." (CBJr)
terça-feira, 11 de setembro de 2012
"Nunca diga nunca, nunca mais..." (Capital Inicial)
Éramos três quando tudo começou: a paixão, o desejo e as expectativas.
Tudo isto poderia parecer normal demais numa receitas de pavê para fazer um grande amor dar certo.
Não no nosso caso onde tantas coisas eram adicionadas ao mesmo tempo. Era tudo, menos normal como os demais.
Aqueles casais presentes na mesma praça em nada se assemelhavam a nós dois.
Nossa mistura era diferente, havia nela uma pitada picante de um mesmo desejo: o de ser o que antes havíamos sido, por que os teus sentimentos já estavam à anos luz do meu desejo.
Eu realmente enxerguei tua essência de homem naquele ínfimo segundo em que misturamos as pernas e os corações?
Talvez eu não tivesse compreendido a tua entrega naquele instante, mas meu sexto sentido estava à flor da pele naquele momento em que teu pensamento chegou... bem mais que de repente.
Arrepiava os meus pelos todos!
Um sobe e desce de sensações que percorria-me a espinha como um choque de dermes de temperaturas diferentes que se autocompletam.
Desejávamos que o presente não se fizesse ausente e te gravasse em mim como uma tatuagem, que você esfrega, nega mas não apaga do teu braço esquerdo.
E que eu ficasse em ti com minha pitada de menina, para que pudesses sonhar com a tua cina nos braços de uma doce criança que te fizesse sorrir para a vida.
Pois nessa mistura a mulher já havia se doado toda. Abria-se para além das pernas e dos desejos que possuía...confundia-se no teu corpo menos marcado que o dela.
Foi para além da consumação da volúpia... Penetrou nas tuas camadas, roubou de ti a tranquilidade de tuas noites pós farra, a vontade que tinhas de possuir as outras que te desejavam...pegou teus planos pra ela para que escrevesse sobre as paginas do teu destino como bem entendesse.
Em ti deixou de ser uma das "elas" para tornar-se "aquela" que te empresta pras outras que te amam e desejam possuir tua essência viril para si.
Porém são as infinitas expectativas que nos afastam daquilo que mais buscamos: a unificação das almas. Sim, elas são as verdadeiras ladras desse sonho que tenho em meus delírios nos teus braços.
Como a mistura de temperos que dá sabor ao sentimentos...
Haveriam de cultivar e aquietar o espírito para que não apressassem o cosmos.
Sempre existiria o desejo, mesmo que nossos pés jamais pulem o abismo que separa o sentir... do viver.
______________________________________
-"Volte! Se é tão macho quanto diz, me diga que não me quer mais olhando nos meus olhos" gritava Carolina em tom de desafio.
O rapaz a muito contragosto fazia meia volta e pisava firme em direção aquela criatura indecisa...
- "Me ouça bem Carol.." dizia ele de forma a assustá-la; "Não sei viver sem você, mas eu vou embora, me deixa ir, por favor!" as súplicas de Fabrício tinham o poder de mudar a direção dos dias daquela menina.
- "Por favor: me ame, me deseje, até me odeie...mas não cumpra a promessa de me esquecer."
- "No fundo, bem no fundo essa é uma promessa que eu sei que jamais poderei cumprir...eu vou mas poderei voltar quando tu desejares";
- "Então fica...fica aqui comigo vai! Não vou elaborar planos que nunca dão certo mesmo, só quero viver contigo um dia de cada vez.";
-"Vivamos o agora, nosso final é juntos."
-"Tomara!"
________________________________________
Tudo isto poderia parecer normal demais numa receitas de pavê para fazer um grande amor dar certo.
Não no nosso caso onde tantas coisas eram adicionadas ao mesmo tempo. Era tudo, menos normal como os demais.
Aqueles casais presentes na mesma praça em nada se assemelhavam a nós dois.
Nossa mistura era diferente, havia nela uma pitada picante de um mesmo desejo: o de ser o que antes havíamos sido, por que os teus sentimentos já estavam à anos luz do meu desejo.
Eu realmente enxerguei tua essência de homem naquele ínfimo segundo em que misturamos as pernas e os corações?
Talvez eu não tivesse compreendido a tua entrega naquele instante, mas meu sexto sentido estava à flor da pele naquele momento em que teu pensamento chegou... bem mais que de repente.
Arrepiava os meus pelos todos!
Um sobe e desce de sensações que percorria-me a espinha como um choque de dermes de temperaturas diferentes que se autocompletam.
Desejávamos que o presente não se fizesse ausente e te gravasse em mim como uma tatuagem, que você esfrega, nega mas não apaga do teu braço esquerdo.
E que eu ficasse em ti com minha pitada de menina, para que pudesses sonhar com a tua cina nos braços de uma doce criança que te fizesse sorrir para a vida.
Pois nessa mistura a mulher já havia se doado toda. Abria-se para além das pernas e dos desejos que possuía...confundia-se no teu corpo menos marcado que o dela.
Foi para além da consumação da volúpia... Penetrou nas tuas camadas, roubou de ti a tranquilidade de tuas noites pós farra, a vontade que tinhas de possuir as outras que te desejavam...pegou teus planos pra ela para que escrevesse sobre as paginas do teu destino como bem entendesse.
Em ti deixou de ser uma das "elas" para tornar-se "aquela" que te empresta pras outras que te amam e desejam possuir tua essência viril para si.
Porém são as infinitas expectativas que nos afastam daquilo que mais buscamos: a unificação das almas. Sim, elas são as verdadeiras ladras desse sonho que tenho em meus delírios nos teus braços.
Como a mistura de temperos que dá sabor ao sentimentos...
Haveriam de cultivar e aquietar o espírito para que não apressassem o cosmos.
Sempre existiria o desejo, mesmo que nossos pés jamais pulem o abismo que separa o sentir... do viver.
______________________________________
-"Volte! Se é tão macho quanto diz, me diga que não me quer mais olhando nos meus olhos" gritava Carolina em tom de desafio.
O rapaz a muito contragosto fazia meia volta e pisava firme em direção aquela criatura indecisa...
- "Me ouça bem Carol.." dizia ele de forma a assustá-la; "Não sei viver sem você, mas eu vou embora, me deixa ir, por favor!" as súplicas de Fabrício tinham o poder de mudar a direção dos dias daquela menina.
- "Por favor: me ame, me deseje, até me odeie...mas não cumpra a promessa de me esquecer."
- "No fundo, bem no fundo essa é uma promessa que eu sei que jamais poderei cumprir...eu vou mas poderei voltar quando tu desejares";
- "Então fica...fica aqui comigo vai! Não vou elaborar planos que nunca dão certo mesmo, só quero viver contigo um dia de cada vez.";
-"Vivamos o agora, nosso final é juntos."
-"Tomara!"
________________________________________
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Um lapso de você II
Mesmo que tudo esteja fora de seu lugar, ainda consigo perceber sua presença insubstituível entre as paredes do meu quarto.
A percepção desta sensação me vêm aos poucos: um sms ainda não recebido, as folhas ainda espalhadas, a falta de inspiração entre meus dedos.
Penso nas vezes em que nos abandonamos nos braços um do outro e falávamos deste nosso amor de tantas e tantas rugas e tatuagens não possuir o seu lugar frente à sociedade.
Como se o sentimento precisasse de rótulos! Longe disso.
Diferente de todos os outros sentimentos, o amor é o único que não necessita de passado, tampouco de espaço para surgir.
Ele começou com uma ideia fixa de que de alguma forma nos completávamos.
Daquela visão de você descendo aquelas escadas, dos teus beijos cálidos e do teu cheiro de volúpia.
Teus braços e teus abraços, que me roubavam de mim toda vez que neles me encaixava.
Ao te perder de vista, perco uma parte invisível de mim, da qual não sei explicar a falta que fará.
Acho que chegaremos ao final desta estrada sem vários pedaços da alma.
Hoje mesmo eu dei falta de mais um: parte do meu pulmão foi contigo na última partida.
O ar está pesado, difícil, quase intragável. Tal qual o efeito do tabaco.
Ademais todas essas falhas que eu cometo na esperança da tua volta, sei que continuas comigo nos teus pensamentos.
Eu sinto quando pensas em mim!
Não sei te explicar como tal fato se dá, contudo é como se num ato premeditado, eu pudesse num passe de mágica, fechar os olhos e ver-te à minha frente.
Se estico as mãos, apalpo as tuas formas.
Nessa louca obsessão me debulho em lágrimas e sorrisos. Ironicamente eles compõe cada peça do quebra cabeça que fazem este sentimento ser o que é: viciante e insubstituível.
Olho pro relógio na esperança desta tua forma imaginária se materializar e dormir comigo esta noite.
Confiando cegamente no que somos, minha entrega se intensifica... é chegada a hora de dormir.
Sei que estará presente nos sonhos de hoje e nos de amanhã, como esteve em outros de outrora.
- Fica aqui essa noite, vem esquentar este lado da minha cama que anda vazio desde a tua partida, deita-te benzinho, quero tua cabeça no meu colo... fala-me deste teu corpo tão marcado quanto o meu.
...
- Me diz que sempre fomos um par?
A percepção desta sensação me vêm aos poucos: um sms ainda não recebido, as folhas ainda espalhadas, a falta de inspiração entre meus dedos.
Penso nas vezes em que nos abandonamos nos braços um do outro e falávamos deste nosso amor de tantas e tantas rugas e tatuagens não possuir o seu lugar frente à sociedade.
Como se o sentimento precisasse de rótulos! Longe disso.
Diferente de todos os outros sentimentos, o amor é o único que não necessita de passado, tampouco de espaço para surgir.
Ele começou com uma ideia fixa de que de alguma forma nos completávamos.
Daquela visão de você descendo aquelas escadas, dos teus beijos cálidos e do teu cheiro de volúpia.
Teus braços e teus abraços, que me roubavam de mim toda vez que neles me encaixava.
Ao te perder de vista, perco uma parte invisível de mim, da qual não sei explicar a falta que fará.
Acho que chegaremos ao final desta estrada sem vários pedaços da alma.
Hoje mesmo eu dei falta de mais um: parte do meu pulmão foi contigo na última partida.
O ar está pesado, difícil, quase intragável. Tal qual o efeito do tabaco.
Ademais todas essas falhas que eu cometo na esperança da tua volta, sei que continuas comigo nos teus pensamentos.
Eu sinto quando pensas em mim!
Não sei te explicar como tal fato se dá, contudo é como se num ato premeditado, eu pudesse num passe de mágica, fechar os olhos e ver-te à minha frente.
Se estico as mãos, apalpo as tuas formas.
Nessa louca obsessão me debulho em lágrimas e sorrisos. Ironicamente eles compõe cada peça do quebra cabeça que fazem este sentimento ser o que é: viciante e insubstituível.
Olho pro relógio na esperança desta tua forma imaginária se materializar e dormir comigo esta noite.
Confiando cegamente no que somos, minha entrega se intensifica... é chegada a hora de dormir.
Sei que estará presente nos sonhos de hoje e nos de amanhã, como esteve em outros de outrora.
- Fica aqui essa noite, vem esquentar este lado da minha cama que anda vazio desde a tua partida, deita-te benzinho, quero tua cabeça no meu colo... fala-me deste teu corpo tão marcado quanto o meu.
...
- Me diz que sempre fomos um par?
domingo, 24 de junho de 2012
Colcha de retalhos I
"Porque todas as vezes em que ela pensa no tempo que se passou, repara nas rugas que este amor deixou pelos caminhos de sua pele ao longo de todos esses anos.
Contemplando seu reflexo no espelho, percebe que aquela menina de anos atrás permanece dentro dela com sua fúria e instintivade dominando-a ainda de forma intensa, pois mesmo sabendo que o simples ato de virar a ampulheta para o outro lado não faz o relógio girar ao contrário, ainda insiste em continuar conjugando o verbo amar no gerúndio.
Como se num dia dela de extrema obsessão por ti, o tempo em suas várias faces não tivesse a mínima importância.
O valor estava concentrado no momento em que ele se aconchegava em seus braços no reencontro pós-despedida, onde o verbo amar, permanecie ferozmente dentro dos amantes...
Amando..."
(Tássia Karl)
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Só nos sobrou do amor...a falta que ficou!
"Diga o que fazer então, são memórias tão reais
Do que nunca aconteceu.
Desenhei miragens tolas nas margens do seu deserto
E uma verdade impossível,
Só pra ter você por perto..." (Skank)
Eu poderia te escrever todos os textos que minha mente já imaginou durante toda a nossa estória de amor, mas ainda acredito que nem isso tudo poderia chegar perto da imensidão dessa loucura toda, minha vida.
O silêncio rompe comigo a aurora de um novo dia, a solidão me faz companhia e as facas que transpassam meu coração me dão a medida exata da oportunidade desencontrada.
Desenho um castelo na parede do meu quarto e te coloco na torre mais alta. Em volta da construção pinto as fortalezas e uma floresta, porque toda estória de princesa precisa ter as dificuldades de um grande amor.
Mas nessa fábula, eu sou a princesa do imaginário que está pintada do lado de fora do castelo, montada em seu corcel (à duras penas domesticado), com o vestido rasgado dos espinhos que enfrentou, all star surrado nos pés dos lamaçais em que pisou, com o cabelo emaranhado dos ventos contrários que a trouxeram à sua porta e com o coração dilacerado das vezes em que nos perdemos.
Hoje é diferente, quando olho para a torre, te vejo embalando um bebê nos braços, sorris para a vida por causa das novas possibilidades de felicidade, antes nunca experimentada.
A nova princesa não disputa um lugar nessa estória, pois naquele cenário o encaixe é perfeito para os três.
Eu admiro a força e a coragem daquele instante.
Minha solidão me dói.
Tua cena me fere com os mesmos golpes de pincel que aplico naquela parede em que desejo.
Um dia eu acreditei que aquele sonho fora feito por nós, que juntos estaríamos destinados a um futuro fecundo e feliz.
Observo mais um pouco como os raios de sol continuam saindo de vocês, como a aura se consolida à volta daqueles três, o amor em forma humana.
Depois da peregrinação, calos nos pés, o corcel exigindo um pasto para alimentar-se e dormir, o sol que castigou-me com seu brilho... uma pétala de flor tocou-me o rosto.
Peguei-a e com ela escrevi a mais doce das cartas e a joguei novamente no vento... me dou conta da delicadeza com que os fios da existência são tecidos pelas mãos do Criador.
Naquele pequeno pedaço escrevi o essencial nunca dito, o amor não experimentado e dos sonhos desfeitos em apenas duas frases:
- Você é o sultão do meu coração! Seja feliz!
Lágrimas rolam pelo seu rosto, pois percebe que aquilo vivido continuará presente nos caminhos de sua pele, nas rugas em seu rosto, no amor que sentiu.
Em uma nova cena a princesa puxa o arreio de seu cavalo para dar meia volta, arrisco que é, ele se empina e relincha, como se também dissesse adeus aquelas esperanças todas que a princesa foi buscar, mas obedece o desejo sem fim de partir. Também deseja abandonar-se a uma nova procura, um novo despertar.
O vento sopra novamente em outra direção ajudando-a a escolher um novo rumo, oposto aos sonhos perdidos, com ele a menina aprendeu a sentir, a tocar e a ser, agradece com lágrimas e sorrisos aos momentos vividos antes daquele desfecho.
Faz-se uma prece silenciosa para que aquela cena dure a eternidade!
Em seu coração não há espaço para o rancor, pois aquilo que foi efêmero guarda em si um pedaço desta mesma eternidade que ela desejou em prece aos amantes.
E sabe que em seu íntimo, jamais poderá deter o curso das águas do destino.
Parte... forte como um cavalo jovem, sabendo que o amor enfim achou o seu lugar de ser.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Um lapso de você I
Me faço de forte como a rocha que resiste bravamente a energia desintegrante das ondas do mar.
Visto-me da couraça do silêncio e pra selar, te deleto da minha vida com o simples ato de não pensar em teus olhos, teus abraços, teus cálidos beijos de amor e desejo.
Quero calar-me para que não saibas o quanto a tua solidão me dói e a minha própria te fere com unhas ferinas nas costas desenhando as novas coordenadas.
Me recuso a ver tuas fotos, saber dos teus fatos e pensar nos teus laços.
Todos eles me emaranham, me envolvem e me prendem numa dimensão em que não me encontro.
Teus passos estão à anos luz dos meus, fogem das linhas marcadas nas palmas de minhas mãos, do meu próprio destino...
Apago meu norte da tua bússola e sumo na bruma, vou deixando o que restou de ti pelo caminho que segui...
sem tua perspectiva, sem a promessa da tua volta.
Vou em frente...
"dura e silenciosa sem menina dentro de mim" (CL)
sábado, 12 de maio de 2012
"Isso tudo não passa de amor em forma primitiva e instintiva"
O telefone tocava insistentemente enquanto Leticia voltava do trabalho, era um sinal, só podia ser um sinal de que aquilo iria por fim vingar.
Andava com os ombros mais tensos às sextas-feiras, pois sabia que aquele era o dia em que ele retornava ao antigo ninho, aquele homem que pássaro era e viril se mostrava.
Resolveu atender aquele telefonema, a voz lhe soando familiar, os sorrisos lhe escapando do rosto. Com as mãos trêmulas apertou o send e adotou a postura mais descompromissada que conseguiu:
- Alô. Oi Lucas tudo bem e você?
- Leticia, me encontra naquela esquina, estou quase chegando, preciso matar essa urgência de você.
- Sabe que eu odeio ficar esperando sozinha, fica falando comigo no telefone enquanto não chega.
- Está bem. Estou indo o mais rápido que eu posso, porque este trânsito está mesmo infernal.
- Eu sei, acabei de ver. Me diz uma coisa, quando você vai parar de ir e vir da minha vida?
- Quando foi que cumpri minha promessa de nunca mais te ver?
...
- Cheguei, vem logo pra cá morena! Vem andando devagar porque eu quero continuar vendo o quanto você fica linda de vestido longo e o jeito que tu sorri enquanto caminha na minha direção.
...
O vestido tremulava com o bater do vento na tarde cinzenta que fazia. No fundo, bem no fundo, toda mulher sabe quando um cara a olha daquele jeito desconcertante, é a hora inevitável de falar dos seus sentimentos mais profundos.
Era pra ser simples a revelação de si mesma, mas nunca parecia incorporar nas verdades que precisavam ser ditas esse tom de simplicidade que era necessário a ocasião .
Lucas tinha em si, o dom de retirar dela sempre a palavra: sim.
Não importava a ele o dia que fazia, o tempo que demorava ou o trabalho que demandava... aquela palavra pequena e singela fazia de Leticia a mulher mais fascinante de todas, pois dela ele fingia esquecer, porém bem sabia que esta era uma promessa que nunca poderia fazer valer.
...
- Le, vê um lugar que seja bom pra você, pode ser em qualquer lugar, porque eu quero morar contigo.
- Está mesmo falando sério?
- Lógico que estou e vê se para com essas idéias de querer morar em cidade do interior.
...
- Me deixa ali naquela esquina, por favor.
- Le não esquece de ver o que eu te pedi, escolhe em qualquer lugar, eu vou reunir minhas coisas e levar pra casa nova!
- Ok, então me confirma uma coisa: Dessa vez é mesmo sério? Vamos ficar juntos de vez?
- Vamos.
- Promete?
- Prometo.
...
Aquele mesmo olhar de antes... se ele te falar assim com tantos sonhos passando no fundo dos olhos, você nunca será capaz de duvidar que Lucas mudaria o mundo todo para ficar com Leticia.
Andava com os ombros mais tensos às sextas-feiras, pois sabia que aquele era o dia em que ele retornava ao antigo ninho, aquele homem que pássaro era e viril se mostrava.
Resolveu atender aquele telefonema, a voz lhe soando familiar, os sorrisos lhe escapando do rosto. Com as mãos trêmulas apertou o send e adotou a postura mais descompromissada que conseguiu:
- Alô. Oi Lucas tudo bem e você?
- Leticia, me encontra naquela esquina, estou quase chegando, preciso matar essa urgência de você.
- Sabe que eu odeio ficar esperando sozinha, fica falando comigo no telefone enquanto não chega.
- Está bem. Estou indo o mais rápido que eu posso, porque este trânsito está mesmo infernal.
- Eu sei, acabei de ver. Me diz uma coisa, quando você vai parar de ir e vir da minha vida?
- Quando foi que cumpri minha promessa de nunca mais te ver?
...
- Cheguei, vem logo pra cá morena! Vem andando devagar porque eu quero continuar vendo o quanto você fica linda de vestido longo e o jeito que tu sorri enquanto caminha na minha direção.
...
O vestido tremulava com o bater do vento na tarde cinzenta que fazia. No fundo, bem no fundo, toda mulher sabe quando um cara a olha daquele jeito desconcertante, é a hora inevitável de falar dos seus sentimentos mais profundos.
Era pra ser simples a revelação de si mesma, mas nunca parecia incorporar nas verdades que precisavam ser ditas esse tom de simplicidade que era necessário a ocasião .
Lucas tinha em si, o dom de retirar dela sempre a palavra: sim.
Não importava a ele o dia que fazia, o tempo que demorava ou o trabalho que demandava... aquela palavra pequena e singela fazia de Leticia a mulher mais fascinante de todas, pois dela ele fingia esquecer, porém bem sabia que esta era uma promessa que nunca poderia fazer valer.
...
- Le, vê um lugar que seja bom pra você, pode ser em qualquer lugar, porque eu quero morar contigo.
- Está mesmo falando sério?
- Lógico que estou e vê se para com essas idéias de querer morar em cidade do interior.
...
- Me deixa ali naquela esquina, por favor.
- Le não esquece de ver o que eu te pedi, escolhe em qualquer lugar, eu vou reunir minhas coisas e levar pra casa nova!
- Ok, então me confirma uma coisa: Dessa vez é mesmo sério? Vamos ficar juntos de vez?
- Vamos.
- Promete?
- Prometo.
...
Aquele mesmo olhar de antes... se ele te falar assim com tantos sonhos passando no fundo dos olhos, você nunca será capaz de duvidar que Lucas mudaria o mundo todo para ficar com Leticia.
terça-feira, 17 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
"O mal está feito" (Clarice Lispector)
Não se pode mais negar essa realidade, não se pode mais voltar atrás.
É amor...é sempre amor. Mesmo que o eu te amo não se faça presente por palavras.
Estou com a sensação de garganta seca; meus lábios estão na ânsia infinita pela sua saliva, essa sede só passa quando ela chega a minha boca.
Dependência? Vícios geram dependências... Quero mais!
Sei sobreviver sem ti, mas desejo estar junto pra respirarmos o mesmo ar e quem sabe cair sem fôlego depois de amar.
Ah essa presença que esta em meu peito!
Seu nome está gravado no outdoor do meu coração.
Você só você.
Meus sonhos infantis amadurecem na longa espera, ficam como frutos convidativos na ponta do galho esperando suas mãos hábeis para colhê-los.
Vem... pega... morde a carne...suga a seiva e recomece o ritual.
Minha pele se arrepia a lembrança do toque. Sorri ao sabor das lembranças pueris.
...eu pressinto que os flocos de neve começaram a derreter e logo a primavera se fará presente.
A semente que luta antes da morte inevitável, a flor do sonho que desabrocha, o fruto que é saboreado com volúpia.E depois o verão... a celebração dos corpos, o calor que invade os poros fazendo os corpos trepidarem de paixão.
O amor que se manifesta através do desejo. Os olhos que queimam ao ritmo do momento.
Dono dos meus olhos é você... e um dia pra eles sem te ver é uma eternidade sem prazer. Logo eles que vibram ao te ver.
Ontem eles foram a prova do mais doce desejo que em mim existe. Quando o telefone foi desligado o sorriso se fez presente nos olhos e no rosto e iluminou todo o corpo.
Fiquei feliz em saber que existe tanta luz dentro e fora de nós... quero te dar a mão e te mostrar que no mundo existem coisas realmente bonitas e vale a pena estar vivo somente para admirá-las.
Guardar momentos nossos em fotografia e descobrir que existe vida em meio a duvidas e receios. Entregar-se não significa a morte de si...só novos caminhos de descoberta de si mesmo e do sonho que nos invade a alma.
Merecemos a felicidade... se conseguimos superar tamanho sofrimento, somos também capazes de intensa alegria.
"Sei que nunca fui perfeito. Mas com você eu posso ser ate eu mesmo que você vai entender" (Jota Quest)
Posso ser séria e fútil, burra e ate mesmo louca.... e vc vai me olhar no fundo dos olhos e dizer:
- "Você ta amadurecendo."
Quero pertencer a ti para que me fortaleça mais.
Me dá sua mão...vem comigo... talvez o meu caminho seja triste pra você.
Mas como saber?
As vezes o amor que temos parece farpa...e arranha, rasga, dói.... mas não é preciso rimar amor com dor todos os dias.
Sofrer em seus braços será meu pecado com sabor doce...e recolher seus mil pedaços é uma delicia pra mim.
Não precisa fazer sentido, se explicar sempre... isso empobrece e muitas vezes não expressa a verdadeira emoção (que não pode ser traduzida).
Viver com você um amor q permanecerá até que a lua e as estrelas não estejam mais vagando no infinito....
É pedir muito?
É amor...é sempre amor. Mesmo que o eu te amo não se faça presente por palavras.
Estou com a sensação de garganta seca; meus lábios estão na ânsia infinita pela sua saliva, essa sede só passa quando ela chega a minha boca.
Dependência? Vícios geram dependências... Quero mais!
Sei sobreviver sem ti, mas desejo estar junto pra respirarmos o mesmo ar e quem sabe cair sem fôlego depois de amar.
Ah essa presença que esta em meu peito!
Seu nome está gravado no outdoor do meu coração.
Você só você.
Meus sonhos infantis amadurecem na longa espera, ficam como frutos convidativos na ponta do galho esperando suas mãos hábeis para colhê-los.
Vem... pega... morde a carne...suga a seiva e recomece o ritual.
Minha pele se arrepia a lembrança do toque. Sorri ao sabor das lembranças pueris.
...eu pressinto que os flocos de neve começaram a derreter e logo a primavera se fará presente.
A semente que luta antes da morte inevitável, a flor do sonho que desabrocha, o fruto que é saboreado com volúpia.E depois o verão... a celebração dos corpos, o calor que invade os poros fazendo os corpos trepidarem de paixão.
O amor que se manifesta através do desejo. Os olhos que queimam ao ritmo do momento.
Dono dos meus olhos é você... e um dia pra eles sem te ver é uma eternidade sem prazer. Logo eles que vibram ao te ver.
Ontem eles foram a prova do mais doce desejo que em mim existe. Quando o telefone foi desligado o sorriso se fez presente nos olhos e no rosto e iluminou todo o corpo.
Fiquei feliz em saber que existe tanta luz dentro e fora de nós... quero te dar a mão e te mostrar que no mundo existem coisas realmente bonitas e vale a pena estar vivo somente para admirá-las.
Guardar momentos nossos em fotografia e descobrir que existe vida em meio a duvidas e receios. Entregar-se não significa a morte de si...só novos caminhos de descoberta de si mesmo e do sonho que nos invade a alma.
Merecemos a felicidade... se conseguimos superar tamanho sofrimento, somos também capazes de intensa alegria.
"Sei que nunca fui perfeito. Mas com você eu posso ser ate eu mesmo que você vai entender" (Jota Quest)
Posso ser séria e fútil, burra e ate mesmo louca.... e vc vai me olhar no fundo dos olhos e dizer:
- "Você ta amadurecendo."
Quero pertencer a ti para que me fortaleça mais.
Me dá sua mão...vem comigo... talvez o meu caminho seja triste pra você.
Mas como saber?
As vezes o amor que temos parece farpa...e arranha, rasga, dói.... mas não é preciso rimar amor com dor todos os dias.
Sofrer em seus braços será meu pecado com sabor doce...e recolher seus mil pedaços é uma delicia pra mim.
Não precisa fazer sentido, se explicar sempre... isso empobrece e muitas vezes não expressa a verdadeira emoção (que não pode ser traduzida).
Viver com você um amor q permanecerá até que a lua e as estrelas não estejam mais vagando no infinito....
É pedir muito?
segunda-feira, 26 de março de 2012
Nem sei se me encontrei ou te perdi ♪
Hoje completam vinte dias de um acordo que era para ser o primeiro passo de uma entrega intensa e verdadeira entre dois seres loucos de amor.
Pra ser sincera querido, hoje pela primeira vez meu telefone não recebeu nenhum sms seu.
Nem um: bom dia, tampouco um: como está você?
Pra ser sincera querido, hoje pela primeira vez meu telefone não recebeu nenhum sms seu.
Nem um: bom dia, tampouco um: como está você?
O desenrolar dos fatos se confunde com as mudanças de humor e do tempo, como se o destino mais uma vez, brincasse com nossas ilusões de pertencer um ao outro.
Há alguns dias parecia que tudo havia enfim caminhado para que essa estória tivesse um ponto de encontro entre duas linhas paralelas que ainda não se cruzaram de uma vez.
Meu bem, nessa louca espera eu posso ver todos os meus pedaços espalhados pelo chão.
Há alguns dias parecia que tudo havia enfim caminhado para que essa estória tivesse um ponto de encontro entre duas linhas paralelas que ainda não se cruzaram de uma vez.
Meu bem, nessa louca espera eu posso ver todos os meus pedaços espalhados pelo chão.
Vejo cada caco, cada fagulha de objetos-eu que por um breve instante foram só seus no tapete do meu quarto.
Torna-se arriscado demais tentar juntá-los para formar uma metade inteira para recolocar no lugar, falta-me o ar nos pulmões que doem, os ombros andam tensos.
Não que me falte forças para juntá-los e entregá-los a ti embrulhados num papel celofane!
Não que me falte forças para juntá-los e entregá-los a ti embrulhados num papel celofane!
Falta-me as mãos que irão colá-los um a um em seu devido lugar.
O nosso destino, escapa-nos por entre os dedos.
E eu sangro por dentro.
Por entender de uma vez que quando eu finalmente corri em disparada para os teus braços (teus abraços) eles não suportaram me dizer a verdade do teu coração.
Não mais me encaixo neles como antes, mas também não sei dizer adeus e simplesmente partir te deixando á beira da estrada com tua bagagem de sentimentos na mão.
Logo eu, que já fui a única dona do teu coração.
Estou aqui, sentada no meio fio olhando os transuentes na rua e me perguntando: que mal há entre amar e em troca amado ser?
Quantos deles também esperam ao menos um sinal para correr ao encontro de abraços não cansados de amor?
Juro, meu bem, se era vingança o que você queria,conseguiu.
Minhas mãos atadas nas costas se debatem loucamente nessa ânsia de te escrever aquilo que não te digo quando tudo me escapa: as mãos, o coração e os sentidos todos.
As palavras passam do coração à mente, da mente às mãos, das mãos aos dedos, os olhos as comtemplam e o coração volta a sangrar tua falta de palavras sobre nós dois.
Eu me lembro do teu olhar enquanto mexia no meu cabelo! Deitados na cama falando de como seria o futuro que nos aguardava quando saíssemos por aquela porta.
O nosso destino, escapa-nos por entre os dedos.
E eu sangro por dentro.
Por entender de uma vez que quando eu finalmente corri em disparada para os teus braços (teus abraços) eles não suportaram me dizer a verdade do teu coração.
Não mais me encaixo neles como antes, mas também não sei dizer adeus e simplesmente partir te deixando á beira da estrada com tua bagagem de sentimentos na mão.
Logo eu, que já fui a única dona do teu coração.
Estou aqui, sentada no meio fio olhando os transuentes na rua e me perguntando: que mal há entre amar e em troca amado ser?
Quantos deles também esperam ao menos um sinal para correr ao encontro de abraços não cansados de amor?
Juro, meu bem, se era vingança o que você queria,conseguiu.
Minhas mãos atadas nas costas se debatem loucamente nessa ânsia de te escrever aquilo que não te digo quando tudo me escapa: as mãos, o coração e os sentidos todos.
As palavras passam do coração à mente, da mente às mãos, das mãos aos dedos, os olhos as comtemplam e o coração volta a sangrar tua falta de palavras sobre nós dois.
Eu me lembro do teu olhar enquanto mexia no meu cabelo! Deitados na cama falando de como seria o futuro que nos aguardava quando saíssemos por aquela porta.
O teu olhar que não me deixava duvidar do teu sentimento, enquanto você descias os dedos por entre os fios do meu cabelo que se estendiam nas minhas costas, eu pensava que finalmente era a hora em que juntaríamos nossos corações cansados de pertencer a outros espaços.
Eu me lembro. Eu me lembro! Daquele teu olhar enquanto mexia no meu cabelo!
Em que parte nos perdemos?
quarta-feira, 21 de março de 2012
"Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria?"
"É estranho como funciona o destino", disse, sua voz quase em um sussurro. "Você imaginou que sua vida iria acabar assim?"
"Não", eu disse.
"Nem eu", ela respondeu. "Quando você voltou para a Alemanha, sabia que nós nos casaríamos um dia. Isso era mais certo do que qualquer coisa na minha vida."
Olhei para meu copo enquanto ela continuava.
"Então na sua segunda licença, tive ainda mais certeza. Especialmente depois que fizemos amor."
"Não...", balancei a cabeça. "Não vá por aí."
"Porquê?", ela perguntou. "Você se arrepende?"
"Não." Não podia suportar olhar para ela. "Claro que não. Mas você está casada agora."
"Mas aconteceu", disse ela. "Você quer que eu esqueça?"
"Não sei", disse. "Talvez."
"Não posso", ela disse, parecendo surpresa e magoada.
"Foi minha primeira vez. Nunca vou esquecer, e a seu próprio modo, será sempre especial para mim. O que aconteceu entre nós foi lindo."
Não confiava em mim para responder, e depois de um momento, ela se recompôs.
"Não", eu disse.
"Nem eu", ela respondeu. "Quando você voltou para a Alemanha, sabia que nós nos casaríamos um dia. Isso era mais certo do que qualquer coisa na minha vida."
Olhei para meu copo enquanto ela continuava.
"Então na sua segunda licença, tive ainda mais certeza. Especialmente depois que fizemos amor."
"Não...", balancei a cabeça. "Não vá por aí."
"Porquê?", ela perguntou. "Você se arrepende?"
"Não." Não podia suportar olhar para ela. "Claro que não. Mas você está casada agora."
"Mas aconteceu", disse ela. "Você quer que eu esqueça?"
"Não sei", disse. "Talvez."
"Não posso", ela disse, parecendo surpresa e magoada.
"Foi minha primeira vez. Nunca vou esquecer, e a seu próprio modo, será sempre especial para mim. O que aconteceu entre nós foi lindo."
Não confiava em mim para responder, e depois de um momento, ela se recompôs.
Inclinando-se à frente, ela perguntou: "Quando você descobriu que eu tinha casado com Tim, o que achou?"
Esperei para responder, escolhendo minhas palavras com cuidado.
Esperei para responder, escolhendo minhas palavras com cuidado.
"Meu primeiro pensamento foi que, de certa forma, fazia sentido. Ele estava apaixonado por você há anos. Percebi assim que o conheci." Passei a mão sobre o rosto.
"Depois, me senti... em conflito. Fiquei feliz por você ter escolhido alguém como ele, porque ele é um cara legal, e vocês dois têm muito em comum mas então eu... fiquei triste. Não teríamos de esperar muito. Eu teria saído do exército há quase dois anos agora."
Ela apertou os lábios. "Lamento", murmurou.
"Eu também." Tentei sorrir. "Se você quer minha opinião honesta, acho que você deveria ter esperado por mim."
Ela riu honestamente, e fiquei surpreendido com o olhar de saudade em seu rosto.
Ela pegou a taça de vinho.
"Também estive pensando sobre isso. Onde estaríamos, onde seria nossa casa, o que estaríamos
fazendo com nossas vidas. Especialmente, recentemente. Ontem à noite, depois que você saiu, só
conseguia pensar nisso. Sei que parece terrível, mas, nos últimos dois anos, tenho tentando me
convencer que nosso amor, mesmo sendo real, nunca teria durado."
Ela tinha a expressão desolada.
"Você realmente teria se casado comigo, não é?"
"Em um piscar de olhos. E ainda casaria, se eu pudesse."
"Depois, me senti... em conflito. Fiquei feliz por você ter escolhido alguém como ele, porque ele é um cara legal, e vocês dois têm muito em comum mas então eu... fiquei triste. Não teríamos de esperar muito. Eu teria saído do exército há quase dois anos agora."
Ela apertou os lábios. "Lamento", murmurou.
"Eu também." Tentei sorrir. "Se você quer minha opinião honesta, acho que você deveria ter esperado por mim."
Ela riu honestamente, e fiquei surpreendido com o olhar de saudade em seu rosto.
Ela pegou a taça de vinho.
"Também estive pensando sobre isso. Onde estaríamos, onde seria nossa casa, o que estaríamos
fazendo com nossas vidas. Especialmente, recentemente. Ontem à noite, depois que você saiu, só
conseguia pensar nisso. Sei que parece terrível, mas, nos últimos dois anos, tenho tentando me
convencer que nosso amor, mesmo sendo real, nunca teria durado."
Ela tinha a expressão desolada.
"Você realmente teria se casado comigo, não é?"
"Em um piscar de olhos. E ainda casaria, se eu pudesse."
O passado de repente parecia pairar sobre nós, em sua esmagadora intensidade.
"Foi real, não foi?" Sua voz tremia. "Você e eu?"
O cinza do crepúsculo refletia em seus olhos enquanto ela esperava a resposta.
...
Só queria tomar Savannah em meus braços, abraçá-la, reconquistar tudo o que havíamos perdido nos anos que ficamos separados.
Instintivamente, comecei a inclinar-me para ela.
...
Livro: Querido John: O que você faria com uma carta que mudasse tudo?
sábado, 10 de março de 2012
"Eu só sei que jogos de amor são pra se jogar..."
"Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo." (Capital Inicial)
E participo do seu jogo." (Capital Inicial)
O desejo é um estranho que pensamos entender em sua magnitude.
Reles mortais somos!
Ontem sua infantil inocencia me disse que o amor permanecia ali, mesmo ao longo dos anos.
Quantos anos?
Ontem sua infantil inocencia me disse que o amor permanecia ali, mesmo ao longo dos anos.
Quantos anos?
Quantos milésimos de segundos sem ar nos pulmões?
Parecia um filme, fechando os olhos eu conseguia me perceber presente em ti e nas tantas milhares de fases importantes que vivemos.
Parecia um filme, fechando os olhos eu conseguia me perceber presente em ti e nas tantas milhares de fases importantes que vivemos.
Eu estava lá... eu sempre estive lá.
Podia não ser de corpo presente, podia nao ser sussurando no seu ouvido as palavras doces que pra ti guardo, podia nao estar segurando a sua mao...mas era eu desde o principio.
Seu coração amolecido pelas lembranças.
Sim, daquelas que nunca fomos capazes de deixar num canto qualquer na casa da alma.
Daquelas e das muitas que se sucederam, ficaram as boas.
Daquelas e das muitas que se sucederam, ficaram as boas.
Já brigamos tanto por causa delas, por elas e pra elas.
O nosso elo de ligação permanece, através delas.
Os sons, os cheiros, os desejos...todos eles se expressam pelas lembraças que guardamos.
Nos lugares em que estivemos, onde tantas promessas nao cumpridas foram sussuradas como um segredo.
O nosso elo de ligação permanece, através delas.
Os sons, os cheiros, os desejos...todos eles se expressam pelas lembraças que guardamos.
Nos lugares em que estivemos, onde tantas promessas nao cumpridas foram sussuradas como um segredo.
Desejos em forma de segredo.
Quanta alucinação pode conter um coração??
Nós estamos indubitavelmente na vida um do outro...
nas roupas, nos discos, nos outros.
Nós estamos indubitavelmente na vida um do outro...
nas roupas, nos discos, nos outros.
Por mais quantos anos???
Quantos séculos?
Quantos séculos?
domingo, 4 de março de 2012
Meu masoquismo
'Eu to pouco me importando com as feridas abertas no lugar que o seu amor morava.
Não ligo de que elas fiquem ali sozinhas, tampouco abandonadas, esgarçadas.
O que eu não permito é que elas cicatrizem e tirem de mim esse gosto agridoce que me incomoda a alma...
Por isso eu vou lá quando você se distrai e comando as mãos e os olhos a buscarem prazer
naquele puta album de fotos em que você queria estar marcada.
Sabe aqueles sorrisos, aqueles olhos castanhos e clima de romance todo?
Não são contigo.
Mas eu nem ligo...
Não vou permitir que as feridas criem cascas.
Por isso eu vou lá e arranco todas elas e ao invés de jogar um cicatrizante... eu cutuco até sangrar.
Aquilo vivido não passará a representar apenas mais uma linha cicatrizada na tua pele a te lembrar de evitar os campos minados.
Ela vai sangrar como eu sangro toda vez que você insiste em experimentar a dor do que não vingou, daquilo que foi efêmero.
Sempre te lembrarei dele e daquelas coisas que tu nunca serás capaz de esquecer.
Bobinha!"
Ass.: Do seu Coração.
Não ligo de que elas fiquem ali sozinhas, tampouco abandonadas, esgarçadas.
O que eu não permito é que elas cicatrizem e tirem de mim esse gosto agridoce que me incomoda a alma...
Por isso eu vou lá quando você se distrai e comando as mãos e os olhos a buscarem prazer
naquele puta album de fotos em que você queria estar marcada.
Sabe aqueles sorrisos, aqueles olhos castanhos e clima de romance todo?
Não são contigo.
Mas eu nem ligo...
Não vou permitir que as feridas criem cascas.
Por isso eu vou lá e arranco todas elas e ao invés de jogar um cicatrizante... eu cutuco até sangrar.
Aquilo vivido não passará a representar apenas mais uma linha cicatrizada na tua pele a te lembrar de evitar os campos minados.
Ela vai sangrar como eu sangro toda vez que você insiste em experimentar a dor do que não vingou, daquilo que foi efêmero.
Sempre te lembrarei dele e daquelas coisas que tu nunca serás capaz de esquecer.
Bobinha!"
Ass.: Do seu Coração.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Das outras cartas que não mandei
- Não! Não se pode voltar no tempo Fabrício! É querer o impossível! Entenda isso de uma vez.
- Mas como não tentar te ter de novo Carolina? Eu
não sei parar de desejar um futuro, uma chance ou ao menos uma possibilidade pra
nós dois.
- O nosso tempo já passou. Só você parece que não vê!
- As escolhas que fiz foram para tentar te esquecer garota. "Diga-me uma frase, apenas uma frase, Carolina"
- Qual?
- "Aquelas que ascendiam estrelas!"
- O nosso tempo já passou. Só você parece que não vê!
- As escolhas que fiz foram para tentar te esquecer garota. "Diga-me uma frase, apenas uma frase, Carolina"
- Qual?
- "Aquelas que ascendiam estrelas!"
________________________________________________________________________
Querido Fabrício,
Mais uma vez vou dizer-te que já vou. Já é tarde, quase madrugada para pra nós dois.
Vou embora daqui a pouco da sua vida outra vez.
E não venha me dizer que está tudo bem, que tanto faz, que a única coisa que queres sou eu.
Tu vens para braços que sempre te dão a esperança de um talvez.
E parece que nem ligas que amanhã a tua certeza se bastará a essa simples palavra: talvez.
Mais uma vez se achegarás, se aninhará nos meus braços (que não são tão fortes como os teus) e te contarei um pouco de como andei sem você aqui.
Por hora, prometo que estarei lá para lancar-te rumo ao céu e não perceberá o abismo que se forma nesse ato.
Sim, eu estarei lá, quando precisares do pouco de afeto que só minhas mãos te trazem.
Tu irás acreditar no teu sonho de nós dois, nesse veneno que te embrigada e que parece te fazer tão bem.
Responderá sim de pronto ao meu chamado, quando este te convidar pra fugir comigo uma outra vez.
Sem perceber que amanhã a tua certeza continuará sendo o mesmo talvez de outrora.
E não venha me dizer que está tudo bem, que tanto faz, que a única coisa que queres sou eu.
Tu vens para braços que sempre te dão a esperança de um talvez.
E parece que nem ligas que amanhã a tua certeza se bastará a essa simples palavra: talvez.
Mais uma vez se achegarás, se aninhará nos meus braços (que não são tão fortes como os teus) e te contarei um pouco de como andei sem você aqui.
Por hora, prometo que estarei lá para lancar-te rumo ao céu e não perceberá o abismo que se forma nesse ato.
Sim, eu estarei lá, quando precisares do pouco de afeto que só minhas mãos te trazem.
Tu irás acreditar no teu sonho de nós dois, nesse veneno que te embrigada e que parece te fazer tão bem.
Responderá sim de pronto ao meu chamado, quando este te convidar pra fugir comigo uma outra vez.
Sem perceber que amanhã a tua certeza continuará sendo o mesmo talvez de outrora.
Darei a ti o veneno das minhas palavras em forma de versos, reversos
e poemas para que te sorvam mais, envaideçam a tua virilidade, te façam sonhar
com a dualidade de viver uma vida plena ao meu lado.
Dentro deste campo minado prestes a explodir.
Dentro deste campo minado prestes a explodir.
Ah, meu irresistível!
É tão tentador esquecer que o tempo não existe estando contigo.
Mas vá, não precisas pensar em mim todo o tempo, tampouco acorrentar-te aos meus desejos como tanto gostas. Tens asas capazes de construir ninhos aonde quer que fores.
Eu serei um pouco tua, muito minha e talvez sempre nossa.
Gosto que seja assim enquanto tu queres sempre mais do mesmo.
Desta vez, poupe teu já sofrido coração para que eu não o despedace junto com as tuas esperanças todas.
Ainda te desejo!
Penso que nesse universo de possibilidades escolher o deserto para fincar tuas raizes será por demais errado, ao permitir que a solidão seja o único fim para ti quando gritar por meu nome à beira do abismo quando há muito eu já tiver pulado em busca de uma nova vida.
É tão tentador esquecer que o tempo não existe estando contigo.
Mas vá, não precisas pensar em mim todo o tempo, tampouco acorrentar-te aos meus desejos como tanto gostas. Tens asas capazes de construir ninhos aonde quer que fores.
Eu serei um pouco tua, muito minha e talvez sempre nossa.
Gosto que seja assim enquanto tu queres sempre mais do mesmo.
Desta vez, poupe teu já sofrido coração para que eu não o despedace junto com as tuas esperanças todas.
Ainda te desejo!
Penso que nesse universo de possibilidades escolher o deserto para fincar tuas raizes será por demais errado, ao permitir que a solidão seja o único fim para ti quando gritar por meu nome à beira do abismo quando há muito eu já tiver pulado em busca de uma nova vida.
E tu guardarás sempre em tua memória a lembrança do meu rosto e deste
meu olhar inseguro.
Não quero dar-te abraços partidos.
Assim como tu: quando estou contigo sou tua por inteiro, até o abrir das cortinas ao fim do ensaio de mais uma peça da vida.
Não quero dar-te abraços partidos.
Assim como tu: quando estou contigo sou tua por inteiro, até o abrir das cortinas ao fim do ensaio de mais uma peça da vida.
Morro de saudades a cada despedida.
Ass: Carolina.
Ass: Carolina.
________________________________________________________________________
- No teu bilhete:
" Me deixe novamente encantado pela voz que ficou comigo nas madrugadas insônes que passei pensando em como seria olhar-te nos olhos deitada ao meu lado na cama, fitando os teus sorrisos pra mim, me encantando no tom carinhoso da tua voz ecoando em meus ouvidos, acarinhando os meus pensamentos.
Eu sei dos riscos que corro quando estou contido, me deixe somente mais uma vez ficar...eu quero, eu vou conseguir te convencer a ficar Anjo, quem sabe não será nessa?
Meu coração não consegue desistir.
Aliás, sofrer em teus braços será o meu prazer e viver em mil pedaços quebrados aos teus pés seria tudo pra mim...
Aliás, sofrer em teus braços será o meu prazer e viver em mil pedaços quebrados aos teus pés seria tudo pra mim...
Te
amei. Te amo."
Ass: Fabrício
Ass: Fabrício
domingo, 8 de janeiro de 2012
As cartas que eu não mando II
Eu queria que tudo tivesse sido muito natural.
Queria pensar que entre nós dois sempre existiriam uma enorme teia de possibilidades que fossem se tecendo em nossas vidas e não nos permitisse sair delas.
Queria que tivesse sido natural que nosso tempo tivesse paralisado no mesmo segundo em que nos olhamos à primeira vez.
Com você descendo aquelas escadas, com as mãos nos bolsos do casaco... de peito e sorrio abertos pra mim.
Mas isso é querer mudar o passado de uma vida inteira, e isso é perfeitamente impossível! Eu sei.
Um dia desejei que naquele quarto de hotel onde eu deixava de ser minha e dos outros para ser tua, tivesse sempre a presença de uma outra pessoa que não fosse o silencio das palavras que você jurava que eu sabia ler em tuas expressões.
Julgava-me sensata todas as vezes em que me afastava de ti para que pudesse respirar outro ar que não fosse o meu.
Eu tentei de todas as formas possíveis dar-te a liberdade que sempre furtaram de mim.
Dei as asas ao teu coração para que pudesses voar para longe de mim, quando minha brisa começasse a te doer. E a sufocar o teu coração.
Mas tu jamais me pedira o que dei-te sem perceber, o que te obriguei a ter por pensar que era isso o melhor pra ti.
Querias mesmo era ficar, amar-me, querer-me... doer-te e até mesmo sangrar. Tu nunca se importavas com isso mesmo!
Nunca quis o pouco que eu te dava, na tua cabeça sempre havia mil coisas que não consegui compreender.
Sempre um passo à frente do meu, uma música mais longa que a minha, uma tatuagem mais colorida que eu.
Doeu-me todos os segundos em que te magoei, em que disse palavras não calculadas sobre nós dois, tuas palavras jogadas ao vento, teus sonhos despedaçados.
Pergunto-me o tempo inteiro que espécie de criatura é você. Que tipo de loucuras carrega sobre mim e sobre nós dois enquanto andas nesse mundo.
Já se passaram cinco anos. O tempo já nos deixou quase impotentes.
Tanta coisa vivida. Sentida. Despedaçada.
Olhando a chuva que desaba do céu é como se visse a mim mesma por dentro, como se o próprio céu e a chuva que escorre dele, fosse o sangue que escapa do meu coração ao encontro de outro lugar pra repousar.
É simples, a chuva em seu encontro com a terra não se permite ficar apenas na superfície. Impregna-se nos poros, percorre os caminhos pré-existentes, cria novos e se permite deixar uma marca. Como se no seu ciclo o mundo nunca fosse o mesmo sem ela.
Assim me sinto hoje: como se o tempo tivesse me pregado uma peça.
E como se essa chuva que vejo da janela do nosso quarto, fosse apenas a predição do começo de uma nova tempestade de verão que irá deixar despedaçado mais uma vez nosso pobre coração.
Me lavará o corpo e ficará impregnada cheia de dor e sonhos nos caminhos da minha pele.
Queria pensar que entre nós dois sempre existiriam uma enorme teia de possibilidades que fossem se tecendo em nossas vidas e não nos permitisse sair delas.
Queria que tivesse sido natural que nosso tempo tivesse paralisado no mesmo segundo em que nos olhamos à primeira vez.
Com você descendo aquelas escadas, com as mãos nos bolsos do casaco... de peito e sorrio abertos pra mim.
Mas isso é querer mudar o passado de uma vida inteira, e isso é perfeitamente impossível! Eu sei.
Um dia desejei que naquele quarto de hotel onde eu deixava de ser minha e dos outros para ser tua, tivesse sempre a presença de uma outra pessoa que não fosse o silencio das palavras que você jurava que eu sabia ler em tuas expressões.
Julgava-me sensata todas as vezes em que me afastava de ti para que pudesse respirar outro ar que não fosse o meu.
Eu tentei de todas as formas possíveis dar-te a liberdade que sempre furtaram de mim.
Dei as asas ao teu coração para que pudesses voar para longe de mim, quando minha brisa começasse a te doer. E a sufocar o teu coração.
Mas tu jamais me pedira o que dei-te sem perceber, o que te obriguei a ter por pensar que era isso o melhor pra ti.
Querias mesmo era ficar, amar-me, querer-me... doer-te e até mesmo sangrar. Tu nunca se importavas com isso mesmo!
Nunca quis o pouco que eu te dava, na tua cabeça sempre havia mil coisas que não consegui compreender.
Sempre um passo à frente do meu, uma música mais longa que a minha, uma tatuagem mais colorida que eu.
Doeu-me todos os segundos em que te magoei, em que disse palavras não calculadas sobre nós dois, tuas palavras jogadas ao vento, teus sonhos despedaçados.
Pergunto-me o tempo inteiro que espécie de criatura é você. Que tipo de loucuras carrega sobre mim e sobre nós dois enquanto andas nesse mundo.
Já se passaram cinco anos. O tempo já nos deixou quase impotentes.
Tanta coisa vivida. Sentida. Despedaçada.
Olhando a chuva que desaba do céu é como se visse a mim mesma por dentro, como se o próprio céu e a chuva que escorre dele, fosse o sangue que escapa do meu coração ao encontro de outro lugar pra repousar.
É simples, a chuva em seu encontro com a terra não se permite ficar apenas na superfície. Impregna-se nos poros, percorre os caminhos pré-existentes, cria novos e se permite deixar uma marca. Como se no seu ciclo o mundo nunca fosse o mesmo sem ela.
Assim me sinto hoje: como se o tempo tivesse me pregado uma peça.
E como se essa chuva que vejo da janela do nosso quarto, fosse apenas a predição do começo de uma nova tempestade de verão que irá deixar despedaçado mais uma vez nosso pobre coração.
Me lavará o corpo e ficará impregnada cheia de dor e sonhos nos caminhos da minha pele.
Assinar:
Comentários (Atom)

