quarta-feira, 22 de junho de 2011

"Amiúde"


"Nada ficou no lugar
Eu quero entregar suas mentiras
Eu vou invadir sua aula
Queria falar sua língua..." (Adriana Calcanhoto)


Sentada num canto do quarto ela começara a questionar sobre sua propria vida.
Era estranho ser tantas pessoas num só corpo, não poder apenas abrir os braços e se expandir...se deixar aumentar ate realmente poder estourar.
Abra os braços Carolina! E se conforme de uma vez que ele não vai mais voltar.
Ele irá pegar aquele avião, sobrevoar as nuvens e esquecer-se de você.
Ou pelo menos fingira que te esqueceu a sensação de ser outro quando esta perto de ti.
O tempo pesa para todos, não há meio termo.
Aliás, essa fração infima da eternidade nunca foi o bastante pra que a lembrança perdesse a cor e o sabor.
As sensações foram substituidas.
Trocou-se o amor pela dor, que por si deu lugar a falta, que evoluiu mais um pouco e se transformou em magoa.
Se ele te encontrasse agora na rua estaria com no mínimo 5 pedras na mão. Das grandes.
E um vocabulario de lhe cortar a alma à fundo.~
Parou de acreditar em suas palavras, esqueceu a menina que conheceu há alguns anos atras, te odeia pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado por aquela tatuagem que ele nunca quis entender, pelas tuas idas e vindas que sempre magoaram mais a você do que a ele. Acho ainda Carolina que o ódio dele é pela opurtunidade não perdida, mas desencontrada.
Agora ele vai embora. Se conforma que dessa vez é pra valer.
Vai com Alice (quase Amélia), que escreve cartas bem melhores que as suas.
E tem atitudes mais corajosas também.


Para de chorar e resume em si a doçura que lhe falta.
Não ha tempo pra lamentar.

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