Desta vez ela resolvera arranhar suas paredes
tamanha falta que sentia de suas costas cruas,
de sua derme...
e de todas aquelas coisas invisiveis que a atraem para ti.
Mais do que uma falta, quase uma necessidade.
De ser jogada aos céus sem nenhum trampolim pra aparar a queda.
Nada. Nunca mais do que quase nada.
Ouvia o barulho feito pelas unhas na parede,
como quando um giz que arranha o quadro negro numa aula chata,
Parece que aguçava seus proprios sentidos, por isso arranhava mais forte,
Como se tentasse naquele gesto gravar desenhos nas suas costas.
Meu quadro.
A boca enche d'água ao pensar naquelas noites geladas
onde contavamos as estrelas e cada linha da pele.
O frio que percorre a espinha quando estamos sob o sereno,
aquela sensação lasciva que nos obriga a usar o corpo para tranferir calor.
Continuo o ritual...
Deixo que a vontade de te possuir seja gasta nesse processo que me recorda de ti.
Me deixo, me entrego, te possuo.
Nessas lembranças loucas com que perturbo.
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