Qual seria o meu norte verdadeiro?
As oscilações tomam conta dos meus sentidos
Vacilam, oscilam, confundem-se
Meu nordeste clama por auxilio
Grita nesta ilha o som do teu nome
Recebe como resposta o eco do exílio
Recorda o dia em que saíste remando
O teu barco de volta
Queimei os meus!
No meu cais só havia uma coordenada verdadeira
Com longitude e latitude
Grau, hora, minuto, segundo...
Bem definidos.
Formando um endereço único no globo.
N, S, O, L
Falam do meu eu como se fosse teu
Expõe de mim meus segredos todos
Te convidam a traçar um novo rumo
Utilizando de mim até mesmo as coordenadas adjacentes
Não me importo de ser nossa
Faça do meu corpo o teu mapa
Rabisque tuas rotas para descobrir-me inteira
Descubra os picos e vales do meu coração
Traga a rosa dos ventos para o centro da página da minha
barriga
Descubra as possibilidades que as coordenadas permitem
Dentro de mim há tanto de nós.
Venhas no teu barco de volta
Procure meu nome na latitude precisa
Queira situar-se na coordenada que grita
Que sem ti oscila a todo momento
Ao encontro do seu ponto de equilíbrio
Seu Norte definido.
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