domingo, 4 de março de 2012

Meu masoquismo

'Eu to pouco me importando com as feridas abertas no lugar que o seu amor morava.
Não ligo de que elas fiquem ali sozinhas, tampouco abandonadas, esgarçadas.


O que eu não permito é que elas cicatrizem e tirem de mim esse gosto agridoce que me incomoda a alma...


Por isso eu vou lá quando você se distrai e comando as mãos e os olhos a buscarem prazer
naquele puta album de fotos em que você queria estar marcada.


Sabe aqueles sorrisos, aqueles olhos castanhos e clima de romance todo?


Não são contigo.


Mas eu nem ligo...


Não vou permitir que as feridas criem cascas.
Por isso eu vou lá e arranco todas elas e ao invés de jogar um cicatrizante... eu cutuco até sangrar.


Aquilo vivido não passará a representar apenas mais uma linha cicatrizada na tua pele a te lembrar de evitar os campos minados.


Ela vai sangrar como eu sangro toda vez que você insiste em experimentar a dor do que não vingou, daquilo que foi efêmero.


Sempre te lembrarei dele e daquelas coisas que tu nunca serás capaz de esquecer.


Bobinha!"




Ass.: Do seu Coração.

Um comentário:

Bruno disse...

Nossa, coração perverso esse hein..rsrsrs