domingo, 27 de fevereiro de 2011

Joaninha da Adelaide


Eu nunca fui capaz de escrever poesias como Lara fazia.
Ela que de sonho e luxuria traduzia seus pensamentos em palavras,uma fábula tornava a vida. Sua vida.


Nunca a soube definir em apenas uma palavra: ela era tantas que não cabia no pequeno espaço que se corpo permitia.
Sempre soube era poetisa ou o que lhe era mais apropriado... uma atriz, sempre que a aplaudia eu pedia bis.
Cada palavra que te escapa, não passa de mais um componente de seus versos mudos, que explodem de sua mente a mil e traduzem-se pelas mãos com a habilidade de um mudo.
E preenchem de cor as nossas vidas.


Falemos dela o que for: impulsiva, poetisa, amante da vida (ela é quase tudo que se diz).
Contudo, nunca desmereçam seus poemas.
São de uma pureza única, longe de serem pueris, Larrissa está muito além do que se diz, expressam por si a doçura que agrada e a acidez que rasga.


É uma mulher e tanto esta que eu vejo crescer, que convive com a dor da culpa do que não poderá viver...e sorri mesmo nos dias mais nublados.


Aquela geógrafa venenosa, defende sua historia com veemência, afirma de boca cheia e coração na boca:
- A vida não vale a pena se você não tiver uma boa estoria pra contar.


E as dela (boas, ruins, exóticas...) fazem parte daquilo que a torna inesquecivel..... irresistível.


Sua boca volumosa e seus olhos castanhos de doce de leite escuro, colorem o mundo... conquista seu espaço no universo dia a dia: pisando firme com a sola do pé...


E os versos mudos (que compõe para celebrar a vida que somente ela a joaninha da fé tem coragem de viver) escapam-lhe do pensamento mesmo quando ela tenta guardá-los para si.


Vive como se o mundo fosse acabar no próximo pôr do sol...Longe de uma vida sem medos, pelo contrario, ela é cheia de receios, mas tem a coragem que me falta:
Fala de amor e sexo com os olhos, os corpo, a alma ... romantizando e erotizando uma vida inteira sonhada.


Outro dia numa aula de analise ambiental:
- Tássia me dá uma caneta... e lá se colocava a rabiscar qualquer coisa assim que só a ela fazia sentido completo.


Acabara de compor mais uma poesia, fui a primeira a ter o privilégio de ler.
Desde então a presença ou não de Larissa (como ela odeia ser chamada), não me faz tanta falta... ela encontra-se eternizada, entronizada e endeuzada...em cada verso que dela escapa.

Um comentário:

dilsinho disse...

belíssima homenagem minha amiga! simplesmente belíssima!