"Ninguém sai com o
Coração sem sangrar
Ao tentar re...velar
Um ser maravilhoso
Entre a serpente e a estrela" (Zé Ramalho)
Sentada num canto do quarto, Carolina questionava-se sobre as desilusões da vida.
O frio que fazia era cortante e parecia agravar ainda mais aquelas frustações todas.
Ela pensava: "Talvez não exista amor mais profundo (mais profundo) do que o amor vagabundo"...
Essa frase lhe espantava o sono muitas vezes. Será verdade? (Não sabia, mas sentia).
O arrepio ainda corria-lhe pela espinha quando lembrava-se do toque das mãos brutas e delicadas de Gustavo (nome forte e estremecedor que tanto gostava).
Ele era misterioso, calado e obstinado. Detalhista como poucos.
Adorava dizer seus pensamentos mais audaciosos ao pé do ouvido dela, essa era a sua ousadia.
O sorriso de ambos (sim, os sorriso ofertados um ao outro enquanto conversavam)era magnetizante!
Parecia atrair os olhares dos transuentes que não entendiam as idiossincrasias daquele instante.
As mãos...as mãos atrevidas que tanto temia, era a marca registrada daquele homem.
Seus olhos grandes e atraentes que criavam uma atmosfera de misterio a sua volta, fascinavam (principalmente quando ele a olhava tentando talvez enxergar sua alma).
Ela bem que tentou mostra-la de forma subjetiva e atrapalhada...era a primeira vez que era timida.
Nos braços dele era uma menina.
Sem palavras. O amor que viviam era feito de: mãos, olhos, arrepios...
Tão silencioso. Tão fascinante.
Quem sabe um sono só de sonhos???
Até hoje não sabe responder.
Se era uma serpente ou uma estrela aquele rapaz...não houve resposta para definir.
Ficou o eco daquelas "palavras de despedida": - Você foi apressada em tirar conclusões; Gustavo sempre dizia.
Mal sabia que Carolina era afobada de natureza, seu erro foi tentar ser perfeita.
Não usou o lirismo todo que nela havia; ao tentar esconder dele suas ilusões de menina, tornou-se uma caricatura que não o motivou a descobri-la.
Ele? Ah ele era indefinivel. Nunca conseguira traduzir suas entrelinhas.
Uma lástima...
E da separação?
Não...Carolina não seria capaz de apagar aquelas digitais dos caminhos da sua pele.
Ficariam ali como tatuagem.
Daquelas que olhamos, sorrimos e ao lembrar seu significado... um errepio nos percorre a espinha (é mentira?).
O sorriso brota nos lábios ao lembrar de suas trapalhadas ao tentar conquistar Gustavo. Achava que nunca o teria completamente...tão desconfiado que era.
Ele no fundo é um passro selvagem que quando preso morre.
Jamais desejaria o amor dele se isso lhe custasse a liberdade.
Gustavo haveria de ir e vir e ficar quando desejasse. DESEJO.
Como sentia falta da forma de demonstrar desejo daquele jeito nordico que só ele sabia.
Era extasiante.
Bem, por hora, Gustavo neste momento deve estar em algum lugar questionando alguma coisa que parece boa demais pra ser verdade NA SUA REALIDADE.
Carol, deve estar doida pra encontrar uma resposta as suas perguntas utopicas.
E ambos???? Bem ...ambos ainda devem lembrar-se (ao menos) dos arrepios e dos sorrisos.
4 comentários:
seus textos são smepre de uma sensibilidade inebriante! mas um vez um lidíssimo texto! é sempre muito agradável vir aqui.
Adorei!
O amor sempre caminhando...
o amor sempre caminhando
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