O cansaço muitas vezes tras um tipo de êxtase que nem a mais poderosa droga é capaz de produzir; Ela sabia disso quase que por puro instinto.
sentada numa cadeira se perguntava porque os dias passam tão rapido.
O tempo que parece escorrer pelos dedos quando se tenta contê-lo.
Olhava pro relogio no canto do computador, pequeno, ligeiro...
Parecia zombar da sua vontade mansa de viver suas tardes lilases.
Deveria haver algo errado com a rotação da Terra era a unica explicação que encontrava ante a possibilidade de acontecer tudo tão depressa.
Essa velocidade toda a fazia perder alguma coisa pura e simples que ia ficando inevitavelmente pelo caminho, essa coisa indefinivel, não haveria como reencontrá-la uma vez perdida.
Seus olhos não conseguiam acompanhar as cenas que se sucediam na sua frente. O vai e vém de informações, rostos, cores e sensações.
Nesses dias em que nada parecia estar no lugar, Ela se sentia deslocada no tempo-espaço.
Seu corpo reclamava por não conseguir saber exatamente em que dimensão a mente queria divagar.
Era dificil se encontrar em meio aquela louca rotina.
As vezes parava de digitar o seu trabalho sobre a mesa e narrava mentalmente pra si, longas cronicas sobre aquela loucura toda que a fazia pirar e desejava com os olhos gulosos (como quando se deseja o brigadeiro que acabou de sair da panela)que aquela rotina de assistente acabasse logo...
E só restasse a sensação de dever cumprido. O corpo cansado. O coração estarrecido.
O namorado esperando na estação de trem de braços estendidos.
Amassada num vagão de trem buscava o ar fresco enlouquecida (tão raro naquela ambiente em que as pessoas se matam para caber uma a uma apertadinhas).
Não há escapatória para quem quer chegar do outro lado da cidade, a não ser fazer parte desse manicomio ensandecido. Sem raiva ou dor, somente o extase da esperança que lhe martela a mente dizendo: o dia acabou.
Mas haveria sempre aquela premonição de tudo já estava por re-começar.
Em um próximo minuto, em uma nova era.
Era inutil tentar escapar.
domingo, 21 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
Pensamentos soltos
(O maL de quem não sabe o que quer...)

A chuva ta caindo fina e fria aqui nessa parte do Rio que não tem serra =/
Dizem que se atravessarmos os morros a gente chega na praia. Mas de que adianta chegar lá... se não vai dar pra mergulhar?
A minha pele ta pedindo um pouco mais de cor... na verdade eu quero mais é um pouco de paz que só o vai e vém do mar me dá.
To mal acostumada a ir pra Garatucaia e contemplar aquela paisagem unica... a culpa é do Alvaro.
Dá gosto ser GEÓGRAFA lá.
Analisar os fenomenos urbanos, a expansão da cidade, o desmatamento da mata atlantica que ainda resta nas curvas da estrada de Santos, a poluição que os turistas levam, os impactos ambientais causados pela expeculação imobiliaria, o intemperismo, a erosão das rochas, o turismo de barco...
Pra quem sabe olhar a GEOGRAFIA está em toda parte =D
Outro dia me perguntaram o porquê de escolher uma área tão inusitada.
Na hora H não quis humilhar a pessoa, mas como meu senso critico não me deixa em paz, retruquei: Porque o que corre na veia não dá pra negar, muito menos pra vender sua fonte de prazer.
Ai fui obrigada a ver o Ser com aquela cara de bobo sem resposta.
Bem feito... se todo mundo fosse movido a dinheiro... o mundo não ia girar.
Afinal: quem ia segurar a barra quando a bolsa quebrar... e o social pirar???
Recomeça-se o eterno sansara.
Todo mundo quer um paraiso pra viver... eu achei meu oásis.
Com Ela eu aprendo a aprender todo dia... PERECÍVEL que sou.
Se dá pra mudar o mundo .... eu ainda não sei.
Mas já dá pra pensar em mudanças, em novos projetos de escola/sociedade, de personalidades.
Chegamos a um ponto de inevitavel fusão em que precisamos "tentar juntar" o natural e o social. Diferenciando as particularidades e unindo as universalidades.
Complexo isso...
A geógrafa ainda está em formação =D
Mas vontade de fazer o melhor que puder, não falta, não!
Um dia quem sabe a gente aprende as coordenadas da vida?
Beijão
Assinar:
Comentários (Atom)