"I. O início do tempo que nos espera..até tudo virar poeira" (Skank)
Ele e ela eram amigos de curto prazo.
Apesar do tempo em que sabiam da existência um do outro, nunca pararam para trocar mais de meia dúzia de palavras. O tempo...ou melhor a falta dele era sempre uma desculpa viável.
Eram estranhos em si. Ao se olharem reconheciam sua estranheza.
Um dia o destino resolveu mostrar as garras e ambos foram apresentados de uma forma intensa...seria idiotice deixar a oportunidade oferecida escapar.
Agora eram o que se podia chamar de amigos por afinidade.
A amizade atingiu um ponto em que os segredos deixaram de existir.
Ambos conheciam a alma um do outro, suas incertezas, seus medos e envolvimentos amorosos e carnais.
Não sabiam exatamente o que queriam, mas os dois tinham certeza do que não desejam para si. E assim levavam seus dias...
Até o momento em que o desejo carnal ainda oculto entre eles se manifestou.
Sentiram antes de racionalizar que ainda existiam segredos um no outro a descobrir...e embarcaram numa jornada emocionante.
As descobertas começaram a ser feitas; com olhos, boca, mãos, tesão.
Porém primeiro vieram as palavras...sim as palavras foram a sua fonte de entendimento desde o principio. Conversaram verdades nuas e cruas, colocaram seus corações em pratos nada limpos, exporam as suas almas e chegaram a conclusão de que de uma hora para outra o desejo seria incontrolável.
Depois a curiosidade os fez ficar com os pêlos da nuca arrepiados. O nível de feromônios subiu de tal forma que foi impossível controlar o tesão que sentiram mesmo estando separados por varios quilometros.
Ao se estimularem e revelarem seus desejos pela tela do computador tornaram real o sentimento de urgencia que só a paixão produz em dois corpos simultaneamente.
O mal estava feito. A decisão estava tomada. Seriam um do outro. Sem vergonha e sem juízos.
Com o passar da semana ela decidiu que havia chegado (finalmente) a hora de encontrá-lo. Saiu de sua casa no meio do nada e veio ao lugar onde sabia que iria revê-lo. E esperou sua aparição. Não se preocupava com o tempo, somente com a entrega.
Ele não perdeu deixou a oportunidade lhe escapar por entre os dedos da mão. Ligou para ela com a ousadia de um menino crescido e num surto de um segundo lhe propôs o q ela já esperava desde o momento em que pisou do outro lado da baia:
- Vamos nos encontrar?
Ela depois de muita insistência (não queria transparecer todo desejo), respondeu:
- Sim vamos.
Ele fez questão de vir buscá-la com receios latentes no peito: será que ela cederia aos encantos de outro cavalheiro? Será que ela o esperaria com toda sua pompa? Qual seria a gravidade do encontro real dos dois?
Confiou em si mesmo e em sua capacidade adulta de escolher o melhor e fazer o melhor. Vestiu-se com a sua coragem e auto-estima. E foi encontra-lá decidido a possuí-la por inteiro.
Ao encontrá-la não perdeu tempo em elogios falsos e desnecessários. Disse o básico em tom convincente de verdade:
- Você está linda.
Ela sorriu de felicidade ao agradecer. Seu ego estava afagado com o elogio do homem desejado. Sua vaidade de mulher estava saciada momentâneamente.
Deram as mãos e partiram para a noite que os esperava.
No caminho de uma casa de show, ele teve uma atitude inusitada: pegou na mão dela e colocou um anel no dedo anelar esquerdo e prometeu que essa noite ambos seriam apenas um do outro.
O gesto somente canalizava a energia que os transpassava.
Aparentavam ser novos demais para a programação da boate. Ficaram barrados na entrada, o sugurança exigiu suas identidades, eles deram as mãos e sorriram ante a primeira cilada que encaravam juntos. Ao mostrarem seus documentos ficou comprovado que apesar da idade, ambos ainda eram principiantes nas coisas do coração.
Começaram a curtir a noite, seus varios sons, ritmos e lidaram com um obstáculo precoce: o ciume. Mas eles estavam juntos e isso foi só um contraponto na sinfonia do amor naquele instante.
Até que estando no meio da pista, com o coração aos pulos e o desejo escorrendo pelos poros...eles se beijaram... a saliva dele era mais viciante que LSD e ela não queria deixar o efeito alucinógeno passar, a mão ~dele enroscada em seus cabelos, a outra na cintura a apertá-la contra seu próprio corpo afim de fundir ambos num corpo só, o desejo exalando no ar...enfim a noite chegara ao seu ápice.
O cheiro de perfume, os corpos entrelaçados, o ritmo da musica...tudo contribuía para a entrega total daqueles serem que se beijavam demasiadamente.
Ela não disfarçava o contentamento. Era visivel em seu sorriso o efeito da presença dele em sua vida. Dançavam juntos e pra ela mesmo estando no meio da multidão só existia ele.
Ficava fascinada ao contemplar a quantidade de melanina na pele daquele homem moreno. Sua boca enchia d'agua ao pensar em tocá-lo. Ele sabia como deixá-la excitada. Sua camisa branca a enlouquecia e seu cordão de prata a deixava desejando-o mais.
Porém a noite chegava ao fim. A pista de dança esvaziava, mas eles permaneciam ignorando a improbabilidade daquela jornada.
O dia raiou e ambos continuavam juntos...de mãos dadas, com um brilho único nos olhos. A promessa de um novo dia não os deixava receosos pelo que haveriam de enfrentar. Eram dois adultos desejando que o dia futuro fosse igual ao presente vivido.
E era tudo tao perfeito que ela pedia aos céus para tamanha felicidade não deixar seu corpo descansar. Queria mais...desejava mais... queria a mão dele em seus cabelos castanhos, sua voz grave sussurrando em seu ouvido palavras doces e galanteadoras como só ele sabia fazer com perfeição, a energia térmica que era liberava pelos poros, seus olhos de onça pintada fitando a sua pele morena jogava os nervos de aço dela no chão. A morena está acuada em cima da arvore esperando ser novamente atacada pela fera insaciável que ronda pelo chão.
A biologia era usada para provar como um macho e uma femea poderiam desejar-se de uma forma tão instintiva. O ritual foi feito. A entrega consumada.
Ao refazerem o caminho que os levou a tamanho contentamento continuaram seu dialogo inexplicavel...ele a trouxe para casa com um sorriso nos olhos e com o coração na boca. Não se soltavam. Atraem-se como ímãs.
Ainda não haveria de acabar aí. Não ela pedia ao invés de um amanhecer um novo pôr do sol. É quando a noite cai que a onça pintada com seus olhos de ressaca saem a caça. Ele não falhou em sua missão. Tornou-se lenda na pele dela.
Ao se despedirem ele prometeu ligar... ela acreditou na promessa após perguntar mais de mil vezes e ele confirmar mil e uma que cumpriria a promessa.
Ela pressentiu mais uma vez que o desejo ainda se manifestaria.
E assim ambos sabiam que mesmo dormindo...aquela noite que viveram foi mais do que um SONHO.
2 comentários:
Nossa... Sem comentarios...
Morena
Bjos Preta
mt bom o texto. ficou excelente gostei vc escreve bem. bjossssss. vc tava inspirada nesse dia aliás vc é sempre inspirada
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