sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

" A tal Morena"

"E ela não passava de uma mulher... inconstante e borboleta."(Clarice Lispector)

Sempre sentia que na vida haveria muitas escolhas a serem feitas, ao chegar nas encruzilhadas
que geralmente vem ao fim de alguns caminhos, inevitavelmente escolhia. Porém abandonar as possibilidades de outra decisão
não era, por assim dizer, seu dom.
Sempre pensava em como seria se tivesse seguido por outra estrada.
Em dias de tempestade olhava através do vidro da janela, com o cheiro de terra molhada lhe invadindo a alma
e imaginava como seria estar no quintal,pés descalços na grama,em contato com a natureza,
sentindo a chuva lavar seu corpo e seu coração.
Quando criança pegava terra com as mãos e sentia-se parte dela.
Seu espírito regozijava com a possibilidade de dar-se toda para a eternidade.
Não temia as mudanças bruscas do tempo, pois também continha em si a escuridão da noite.
Mas havia também os dias de sol.
Nas épocas intermináveis de calor temia que o mundo fosse acabar ao pôr do sol.
Por isso queria aproveitar cada raio ultravioleta que ultrapassava a atmosfera. Conhecia a energia do céu.
Sim, dentro dela também havia raios de sol que lhe escapam pelos sorrisos que oferta de graça,
pelo simples desejo de ser amada.
Via desenhos nas nuvens e sentia-se como elas: diferente em modos e formas.
Queria uma flor de cacto, mas os espinhos a feriam e suas mãos desastradas a impediam de colhê-la.
Doou seu amor aos cães que lhe deram de presente. Acreditava que eles eram seus anjos. Que a protegiam de ameaças
que somente quem ama incondicionalmente consegue ver. Sempre ouvira dizer que os animais viam além das
aparências...sentiam a energia das pessoas. Ainda sonhava com o dia em que eles lhe falariam com palavras como em Nárnia.
Os via como irmãos, filhos, primos...parentes próximos e distantes. Precisavam ser protegidos.
Idealizava o mundo perfeito, que se refletiria dentro e fora de si. Ainda não sabia como, mas a esperança
a fazia sonhar com dias melhores.
Seus amigos são: portos seguros, albergues, parques de diversão nos quais ela deposita um pouco de sua alma.
Coloria seus dias com os vestidos que usava. Sentia-se livre dentro de seus panos leves.
A mesma liberdade que sentia quando abria os braços cavalgando e deixava o vento transpassar seu corpo.
Cabelo ao vento, sorriso nos olhos, adrenalina no corpo...se o cavalo se assustasse bruscamente com algo
e provocasse uma queda, seria fatal. Porém naquele momento só queria a libertação que aquela sensação lhe provocava.
Ás vezes acordava na madrugada e narrava pra si longas historias de sua própria existência.
E era sempre tão crítica e apaixonada que chegava a ser cruel. Era difícil perdoar seus próprios defeitos.
Quase podia sentir a maldade que vindo devagarzinho do mundo quase a corroia.
Podia sentir novamente os cheiros que impregnavam as velhas lembranças, perfumes gastos pelo tempo (que era sempre egoísta
e tomava pra si, as coisas que um dia desejamos guardar por toda a vida).
Era nostálgico lembrar. O arrepio novamente lhe corria pela espinha.
Queria escrever sobre suas emoções passadas, mas sabia que perderia alguma coisa essencial quando fosse passá-las da memória
à palavra. E preferiu guardá-las onde estava.
Precisamos de segredos para viver.
Saíra do casulo que a prendia e limitava sua visão ao completar a maioridade...aos vinte anos começara a ter asas.
E estas não lhe cabiam nas costas.
Agora pisava firme nas linhas demarcadas nas palmas de suas mãos. Optava pelo que fazia seu coração pulsar até doer, apesar
de todas as conseqüências que poderiam acarretar. Sentia-se viva.
Por mais que crescesse haveria sempre alguma coisa que não conseguiria entender.
Apaixonou-se por filosofia. Começou a estudar geografia...e viu-se completa. Seu coração de estudante foi preenchido pelas matérias.
Achara as ferramentas de que precisava para mudar o mundo (talvez somente o seu!).
Agora descobria caminhos pra desvendar a verdade de sua própria existencia. Era tão mágico.
Hoje em dia ainda oscila entre a mulher madura que tem metas a cumprir, que um dia será mãe, esposa, professora e pesquisadora...
e a menina sonhadora que ainda quer mudar o mundo, nostálgica, inconformada, filósofa, chorona e sem censura.
Tem um grande homem ao seu lado que lhe estende as mãos (firmes e rudes) nos momentos em que ela sente medo, que lhe abre os
braços e deixa que ela se encontre neles. Ajuda a consolar quando ela chora porque não pode mudar alguma coisa.
Oferece esperança de que nada é tão estático que não pode ser mudado.
Ensina a agradecer a Deus pelos momentos em que ELE age e não percebemos.
E novamente o ciclo da vida é retomado. Não há morte ... a vida tornou-se sem limites.
Voaria por/com prazer.


Morena Rosa =)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"Tudo no mundo começou com um sim" (C.L)


"...Mesmo que você não esteja aqui
O amor está aqui Agora
Mesmo que você tenha que partir
O amor não há de ir Embora Eu sei que é pra sempre 
Enquanto durar 
E eu peço somente
O que eu puder dar Porque eu sei que é amor..." (Titãs)


Existe a certeza que o grande e grave amor havia enfim chegado.
Ela sonhava com ele noite e dia. E com o momento do pra sempre.
Sim, ela desejava a eternidade do sentimento.
Nos braços dEle encontrara a si mesma...encontrara o lar onde repousar seu coração.
Depois da lua-de-mel começara a "ver" nele os primeiros defeitos que antes a paixão maquiara e fazia com que passassem despercebidos.
Mas ela se recusava a enxergar o lado ruim do seu vulcão. Não, veria o melhor de cada situação.
No fundo sabia que a continuidade do SONHO dependia do modo com que veria o relacionamento que vivia ao lado dele.
O amava ... e o sentimento dilascerava-a toda por dentro.
Deseja-o tanto que sofria antecipadamente as despedidas eventuais.
A saudade era incrivelmente forte... e dava uma inspiração danada.


Ele fazia a vida que ela lia (lera!) em seus livros ...e com a qual sempre sonhava (uma morte por amor, uma vida intensamente vivida, um herói sem o qual o sonho é nada) real.
Transferira as historias de amor, os romances, as tramas do patamar subjetivo para a realidade dura da vida transformando-a em felicidade pura. Os encontros que antes só se concentravam nas paginas amareladas eram agora verdadeiros, empiricos e sensacionais.


Junto dele ela se sentia uma menina cheia de possibilidades. A mocinha dos contos, cronicas, romances que lia exaustivamente com prazer.
Podia ser CAPITU, SOFIA, IRACEMA, LAILA, VERONIKA...Ele trazia o mundo aos seus pés.


Por sofrer tanto por antecedencia, temia as mudanças de estação, os ciclos inevitáveis da vida... mas não permitiria que o amor se afastasse.
As pendencias, os conflitos, as incertezas eram para ser resolvidos na hora (no maximo minutos depois)... e já tinham seu veredito final: seriam superados como uma tempestade de verão.


Ela já o amava tanto...tanto...tanto... que não havia como se livrar dele.
Não desejava a vida de outra forma. Não havia mais mágoa em seu coração.
Sabia que isso era efeito do amor que ele havia plantado em seu coração!
Com êxito...




Beeeeeijos

domingo, 6 de dezembro de 2009

Amor vintage

Botafogo F.R:

Mais um se passou... e com ele a angústia: não de perder um título, mas a quase certeza da derrota final nos deixou apreensivos até o último minuto.
A torcida enfim fez seu papel e foi apoiar os nossos guerreiros que tinham como campo de batalha o gramado do Engenhão.
O final??? A VITÓRIA com gostinho de título... e novamente o amor incondicional que sinto por ELE.
Minha homenagem segue aqui:


"Botafogo, Botafogo,
campeão desde 1910..."

És o nosso campeão, nos faz sonhar com os títulos impossíveis, nos faz chorar de emoção com as derrotas que sofremos, os sorrisos de cada vitória, as indignações dos jogos mal apitados...e o teu nome gravado no outdoor do nosso coração.



"És herói em cada jogo,
Botafogo, por isso que tu és
e hás de ser nosso imenso prazer
Tradições aos milhões tens também"

Quando achamos que está tudo perdido...tu nos salva!!
Quando teus guerreiros se vão... tu nos dá novos ídolos.
Quando o mundo conspira contra ti... tu nos mostra o valor da esperança.
Quando o placar está sinalizando o fim... a luz de tua estrela brilha no horizonte nos arrancando sorrisos...
Teu heroísmo é a nossa inspiração.


"Tu és o glorioso,
não podes perder,
perder para ninguém!"


Como falar em lágrimas, derrotas, humilhações...quando é por ti que torcemos?
A dor nos purifica, as lágrimas lavam o rosto e alma, a estrela bate no lugar do coração.
No fundo escondes nossa alegria de viver...levas contigo uma história de glória gravado em teu nome.


"Em outros esportes,
tua fibra está presente,
honrando as cores do Brasil e da nossa gente"

Os outros times se gabam por seus títulos.
Por seus poucos jogadores que fazem historia em um único Estado.
Se contentam com campeonatos estaduais.
Nós?
Ah nó demos ídolos ao mundo. Copas do Mundo ao nosso país.
Nossa garra está impressa na calçada da fama do Maracanã.
Nos livros da CBF...Nas estátuas espalhadas nos estádios de futebol.
Crianças são chamadas, treinadas e incentivadas a superar a si mesmas, a mudar a sua realidade...a ganhar o mundo.
O Esporte é capaz de salvar vidas.


"Na estrada dos louros, um facho de luz
Tua estrela solitária te conduz!"


Torcer por ti é uma honra...um privilégio.
Porque amar-te é ter a certeza de fortes emoções, é dar adeus a monotonia,
e ter a certeza do milagre.
Tu não és religião... és devoção.

Tássia Karl

P.S: "Quanto mais eu vivo...mais eu te amooo!"

terça-feira, 24 de novembro de 2009

"Hoje a felicidade bate em minha porta..."

Sei que poderia enumerar as coisas que me fizeram feliz e as (raras) que me deixaram tristes nos ultimos dias, mas prefiro escrever sobre ELE e as infinitas possibilidades que vivemos juntos. Afinal, posso ser muito feliz sozinha, mas com ele por perto eu sou ainda mais.
O nosso amor passou por um test drive proposto por uma das cronicas da Martha Medeiros, e acho que por fim nós dois fomos aprovados.
O preço? Muito amor... o tempo em que vamos pagar pelo bem? Toda a vida (pra começar) !!




Decidimos por viajar juntos e o tempo parecia que não se firmaria e talvez ate chovesse, mas isso não importava muito. Com chuva ou com sol a presença dele me bastaria.
Viajamos lado a lado abraçados ao máximo que a cadeira do onubus permitiu, conversando sobre nós dois e o resto do mundo. Desvendando segredos.
Acredito que uma das caracteristicas que mais me fazem amá-lo seja essa.
Seguro de si mostra-me todos os dias um pouco da sua alma (com medo, mas com segurança). Quer fazer meus dias perfeitos... e consegue.
Não que eu precise de muito para ser feliz ao seu lado, mais ele se esforça e com ele eu aprendi a recuperar o tempo perdido.


Na cachoeira:
- Amor eu tenho medo que as coisas se tornem intenssas demais e no fim das contas tudo perca o encanto pra nós dois.
Ele:
- Eu também tenho medo, mas sei lá, parece que a gente só está recuperando o tempo perdido.
- Depois de tantos fiascos na vida, a gente merecia ser feliz junto.
- Ah eu te amo.
- E eu sempre te amei, mas só não me lembro desde quando, afinal amor a primeira vista é amor desde sempre. Ah me dá aqui a sua mão, (coloca sobre o lado esquerdo do peito) agora sente as batidas do meu coração. Você é o unico que deixa meu coração a ponto de sair pela boca.


Uma lágrima muda e calada escorreu pela face dela. A emoção era incontrolável.
Era tão fascinante viver aqueles momentos com ele... era tão forte a emoção que sentia...tão forte que chega doía.




....


Na praia:


Ela estava feliz, o sorriso era nítido nos olhos e nos lábios... brincavam na agua como duas crianças que ainda têm o mundo inteiro a descobrir. Ele a segurava como que a impedindo de sofrer qualquer mal.


Ela:
- Quando você me convidou pra contruir uma vida junto contigo, eu não imaginei tamanha proporção. Divides comigo tuas duvidas, teu amor...e teus lugares preferidos.


- Quando fiz a proposta eu falei sério. Ainda tenho muito a te mostrar. Quer ver?


A gravidade do gesto foi tanta, que ambos cairam na gargalhada admirando a lucidez louca do amor.


...


Ele compartilha comigo seus momentos mais simples, bonitos e angustiantes.
O silencio que precede a frase nunca dita.


No sofá:


Ela ardendo em febre, deitada no sofá, sem energia para reclamar da vida.
Ele sentou-se aos seus pés, pegou em sua mão... e com olhos marejados de emoção acariava com a outra mão a sua fronte e descia os dedos pela mecha solta do cabelo.
Mudo, calado...somente seus olhos tentavam gritar o medo inesplicável:


- Eu nao quero te perder.
- E não vai... agora que eu to aqui...aonde mais posso ir? Não preciso ir a todos os lugares do mundo pra saber que o melhor é esse aqui. Junto com você.


A lágrima novamente rolou. Ela não sairia dali.


...




Chegou a hora em que a breve separação tornou-se inevitável. O calor que fazia na cidade mechia com seus corpos e ambos ainda estavam sonolentos das noites que haviam trocado por conversas e gestos de carinho.


No trem:


- Você dormiu?
- Dormi.(risos) você acha que não? (risos novamente).
- Eu chega sonhei.
- Com o que sonhou?
- Com nós dois. Vamos voltar pra Conceição de Jacareí de novo?
- Só se for agora.
Risos.


...


Não há mais tempo perdido.
O tempo passa lentamente quando estou longe de seus braços.
Tem se tornado pouco a medida que nos entregamos.
E o sol nunca mais se pÔe.


No ponto de onibus:


- Aquele lá é o meu ônibus.
- Dá sinal e corre que ele vai parar lá na frente.
- Bom dia amor! E bom trabalho... até quinta!!


Um beijo nos lábios e um abraço rapido e apertado.


-Ah eu amo você. (Disse ele de forma que só ela pode ouvir)


- Eu tambem te amo.




Desejando que o seu namorado descobrisse que:
Só ele consegue deixar suas artérias entupidas de poesia.


Beeeeijos...
Com açucar, com afeto!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Quero muito, quero agora I

♪ Eu vou sabotar, vou casar com ele
Vou trepar na escada
Pra pintar seu nome no céu ♪




Dentro dela havia sempre o sentimento de que faltava algo mais valioso do que ouro.
Sua busca diáfama a fazia sentimental e fantasiosa, pois acreditava em sinais do tempo.
Quando sua estrela riscava o céu, podia sentir que algo de muito bom estava pra acontecer. Devia ser o seu sinal. Devia ser a chegada Dele.
E era.
Depois te tantos falsos e ilusórios exercicios amorosos durante a vida, ela percebeu que havia chegado a sua hora. A hora de alcançar a sua estrela que a esparava no céu radiante com a promessa de uma nova vida.
A energia do céu a transpassou e no intimo pressentiu o inevitavel: o homem há tanto desejado havia chegado, mas ainda não a encontrara. Ainda estava pelos caminhos da vida, talvez em outros braços, em outras pernas, absorvendo outras salivas...buscando ela.
Ele queria algo sublime que causasse em seu corpo mais do que arrepios no braço...ela deveria chegar a ele sob medida. Contudo ainda haveria testes a se fazer, a pessoa perfeita seria formada no dia a dia, o diamante brusco e fosco aos poucos se tomaria a forma perfeita e seria radiante...sua mãos hábeis e seu talento inigualável para o amor, o faria lapidar com toda paixão aquela pedra que encontrou em meio ao caos.
Ela acreditava em amor a primeira vista e por acreditar nunca parava de olhar. Quando encontraran-se no estacionamento do shopping...seu corpo estremeceu. Era olhos, pensamentos que se embaralhavam, ações que se confundiam, tinha o coração na boca quando o abraçou e sentiu a essencia viril que ele exalava.
O encontro marcado havia se realizado. O convite foi aceito. Uma nova vida estava começando.
A coragem que aquele homem guardava há séculos tornava-o único. Não temia as mudanças de estação, as oscilações de humor. Como era dado a profundidades jamais se acostumaria a somente admirar a primeira camada daquele diamante que pouco a pouco revelava seu verdadeiro valor. Queria mais.
Finalmente havia a certeza de que aquele novo amor não duraria apenas um fim de semana. Suas historias de amor deixariam de ser passageiras, exageradas, sufocantes.
O sentimento que era construido a partir daquele primeiro contato tornava-se muito mais do que supunha.
Enfim, um homem de verdade a estava possuindo por inteira. Era mais do que apenas desejo. A magia da pele era apenas a canalização de algo muito superior a comunhao dos corpos.
Um fim de semana. Foi o tempo que ele levou para deixá-la incapaz de desejar outro homem.




Estavam inevitavelmente apaixonados...

sábado, 17 de outubro de 2009

Das drogas viciantes da vida II

"Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!"



Era chegada a hora do sono depois de uma noite em claro. Por mais que ela não quisesse dormir era necessário respirar e deixar seu corpo repousar.
Ao deitar-se na cama elá só pensava nele e na magia que os envolvia.
Antes de dormir relembrou de relance os ultimos instantes junto dele, antes da momentânea separação: ambos se olhavam de forma hipnotica, novamente o enlace dos corpos, os cheiros, o beijo apaixonante....o beijo na mão da despedida...a promessa.
Sim, a promessa foi cumprida muito antes do esperado; chegou em forma de sms.
Ele escreveu: -Simplesmente Perfeito.
Ela lia, relia na esperança de que aquelas palavras dissessem mais do que diziam.
Havia sido mesmo real e ambos partilhavam a mesma opnião. Mas o rapaz foi mais rapido que a moça e transformou a sensação em palavras. Ele havia traduzido as emoções, verbalizou, escreveu e eternizou o sentimento que corria em suas veias.
Era a primeira vez que lhe diziam isso depois de um encontro. E mesmo estando deitada em sua cama, sentia seu corpo levitar.
Nao entendia de onde saia aquela sensação de puro extase. A paixão corria livremente pela sua corrente sanguinea causando uma reação quimica impossivel de descrever.
Mordia os lábios ao lembrar do toque dele em sua pele. Era mais do que um orgasmo.
A energia que havia passado da mensagem à mão, da mão ao corpo, do corpo ao coração, do coração ao cerebro... liberava cada vez mais endorfina, o que a fazia se contorcer de tanto vigor.
Sentia a necessidade, mas não a vontade de dormir.
Preferiu um banho lépido, gelado pensando que assim seu corpo seria enganado pela frieza da agua que o percoria, mas foi em vão.
O gelo só a fazia lembrar do calor que continha.
Se ele desaparece na face da terra, em sua pele o encontrariam. Suas digitais eram quase visiveis pelos caminhos do seu corpo.
Ainda sentia o luxo radioso daquelas sensações todas, mas o sono se fez mais uma vez abundante e teve de dormir.
Descansou o suficiente para mais um dia de vida. E esperou o fim da promessa.
Acordou e seu conta de que havia "obrigações" a cumprir e as fez como se nada pudesse acabar com a rara calma que sentia.
Pensava nele demasiadamente.
Jamais imaginara que aquela sensação de satisfação seria tão intensa. Pensou que após satisfazer o desejo carnal ele passaria como uma tempestade de verão.
Foi pega de surpresa. Estava de quatro por ele. Só por ele.
Estava num misto de felicidade e medo incontrolavel...se deu conta de que encontrava-se na beira do precipicio e sorriu. Era gostoso estar onde estava. Olhou para o abismo com olhos gulosos e se jogou...a paixão a estava esperando de braços abertos.
Nao temeu as mudanças de estação...sentia que podia "tocar o lugar mais alto céu com as próprias mãos". E era ele o seu inicio.


No fim da tarde o seu telefone tocou. O sorriso que brotou em sua face já dizia mais do que as palavras que lhe sucederam.
Ele pareceu ouvir quando ela o chamou com o coraçao aos pulos.
Iriam se encontrar mais uma vez.


Encontraran-se junto aos amigos que compartilharam com eles as primeiras sensações.
Era visível a felicidade nos olhares cumplices que trocavam.
Foram felizes novamente. Trocaram beijos, afetos, sorrisos...palavras.
Externaram o que de melhor tinham.
Outra despedida rápida. Ela novamente o esperaria de braços abertos.
As declarações dela começaram...não conseguia conter o que sentia por ele.
Ao reencontraren-se outra proposta de novamente partirem pra noite.


Era arriscado correr esse risco novamente...mas precisava disso pra sentir-se ViVa .
Como só aquele homem de pele morena sabia fazer.


Deram novamente as maos e partiram para mais uma noite que nem os poetas conseguiram viver com sua grande amor.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Das drogas viciantes da vida I

"I. O início do tempo que nos espera..até tudo virar poeira" (Skank)

Ele e ela eram amigos de curto prazo.
Apesar do tempo em que sabiam da existência um do outro, nunca pararam para trocar mais de meia dúzia de palavras. O tempo...ou melhor a falta dele era sempre uma desculpa viável.
Eram estranhos em si. Ao se olharem reconheciam sua estranheza.
Um dia o destino resolveu mostrar as garras e ambos foram apresentados de uma forma intensa...seria idiotice deixar a oportunidade oferecida escapar.
Agora eram o que se podia chamar de amigos por afinidade.
A amizade atingiu um ponto em que os segredos deixaram de existir.
Ambos conheciam a alma um do outro, suas incertezas, seus medos e envolvimentos amorosos e carnais.
Não sabiam exatamente o que queriam, mas os dois tinham certeza do que não desejam para si. E assim levavam seus dias...
Até o momento em que o desejo carnal ainda oculto entre eles se manifestou.
Sentiram antes de racionalizar que ainda existiam segredos um no outro a descobrir...e embarcaram numa jornada emocionante.
As descobertas começaram a ser feitas; com olhos, boca, mãos, tesão.
Porém primeiro vieram as palavras...sim as palavras foram a sua fonte de entendimento desde o principio. Conversaram verdades nuas e cruas, colocaram seus corações em pratos nada limpos, exporam as suas almas e chegaram a conclusão de que de uma hora para outra o desejo seria incontrolável.
Depois a curiosidade os fez ficar com os pêlos da nuca arrepiados. O nível de feromônios subiu de tal forma que foi impossível controlar o tesão que sentiram mesmo estando separados por varios quilometros.
Ao se estimularem e revelarem seus desejos pela tela do computador tornaram real o sentimento de urgencia que só a paixão produz em dois corpos simultaneamente.
O mal estava feito. A decisão estava tomada. Seriam um do outro. Sem vergonha e sem juízos.
Com o passar da semana ela decidiu que havia chegado (finalmente) a hora de encontrá-lo. Saiu de sua casa no meio do nada e veio ao lugar onde sabia que iria revê-lo. E esperou sua aparição. Não se preocupava com o tempo, somente com a entrega.
Ele não perdeu deixou a oportunidade lhe escapar por entre os dedos da mão. Ligou para ela com a ousadia de um menino crescido e num surto de um segundo lhe propôs o q ela já esperava desde o momento em que pisou do outro lado da baia:
- Vamos nos encontrar?
Ela depois de muita insistência (não queria transparecer todo desejo), respondeu:
- Sim vamos.
Ele fez questão de vir buscá-la com receios latentes no peito: será que ela cederia aos encantos de outro cavalheiro? Será que ela o esperaria com toda sua pompa? Qual seria a gravidade do encontro real dos dois?
Confiou em si mesmo e em sua capacidade adulta de escolher o melhor e fazer o melhor. Vestiu-se com a sua coragem e auto-estima. E foi encontra-lá decidido a possuí-la por inteiro.
Ao encontrá-la não perdeu tempo em elogios falsos e desnecessários. Disse o básico em tom convincente de verdade:
- Você está linda.
Ela sorriu de felicidade ao agradecer. Seu ego estava afagado com o elogio do homem desejado. Sua vaidade de mulher estava saciada momentâneamente.
Deram as mãos e partiram para a noite que os esperava.
No caminho de uma casa de show, ele teve uma atitude inusitada: pegou na mão dela e colocou um anel no dedo anelar esquerdo e prometeu que essa noite ambos seriam apenas um do outro.
O gesto somente canalizava a energia que os transpassava.
Aparentavam ser novos demais para a programação da boate. Ficaram barrados na entrada, o sugurança exigiu suas identidades, eles deram as mãos e sorriram ante a primeira cilada que encaravam juntos. Ao mostrarem seus documentos ficou comprovado que apesar da idade, ambos ainda eram principiantes nas coisas do coração.
Começaram a curtir a noite, seus varios sons, ritmos e lidaram com um obstáculo precoce: o ciume. Mas eles estavam juntos e isso foi só um contraponto na sinfonia do amor naquele instante.
Até que estando no meio da pista, com o coração aos pulos e o desejo escorrendo pelos poros...eles se beijaram... a saliva dele era mais viciante que LSD e ela não queria deixar o efeito alucinógeno passar, a mão ~dele enroscada em seus cabelos, a outra na cintura a apertá-la contra seu próprio corpo afim de fundir ambos num corpo só, o desejo exalando no ar...enfim a noite chegara ao seu ápice.
O cheiro de perfume, os corpos entrelaçados, o ritmo da musica...tudo contribuía para a entrega total daqueles serem que se beijavam demasiadamente.
Ela não disfarçava o contentamento. Era visivel em seu sorriso o efeito da presença dele em sua vida. Dançavam juntos e pra ela mesmo estando no meio da multidão só existia ele.
Ficava fascinada ao contemplar a quantidade de melanina na pele daquele homem moreno. Sua boca enchia d'agua ao pensar em tocá-lo. Ele sabia como deixá-la excitada. Sua camisa branca a enlouquecia e seu cordão de prata a deixava desejando-o mais.
Porém a noite chegava ao fim. A pista de dança esvaziava, mas eles permaneciam ignorando a improbabilidade daquela jornada.
O dia raiou e ambos continuavam juntos...de mãos dadas, com um brilho único nos olhos. A promessa de um novo dia não os deixava receosos pelo que haveriam de enfrentar. Eram dois adultos desejando que o dia futuro fosse igual ao presente vivido.
E era tudo tao perfeito que ela pedia aos céus para tamanha felicidade não deixar seu corpo descansar. Queria mais...desejava mais... queria a mão dele em seus cabelos castanhos, sua voz grave sussurrando em seu ouvido palavras doces e galanteadoras como só ele sabia fazer com perfeição, a energia térmica que era liberava pelos poros, seus olhos de onça pintada fitando a sua pele morena jogava os nervos de aço dela no chão. A morena está acuada em cima da arvore esperando ser novamente atacada pela fera insaciável que ronda pelo chão.
A biologia era usada para provar como um macho e uma femea poderiam desejar-se de uma forma tão instintiva. O ritual foi feito. A entrega consumada.
Ao refazerem o caminho que os levou a tamanho contentamento continuaram seu dialogo inexplicavel...ele a trouxe para casa com um sorriso nos olhos e com o coração na boca. Não se soltavam. Atraem-se como ímãs.
Ainda não haveria de acabar aí. Não ela pedia ao invés de um amanhecer um novo pôr do sol. É quando a noite cai que a onça pintada com seus olhos de ressaca saem a caça. Ele não falhou em sua missão. Tornou-se lenda na pele dela.
Ao se despedirem ele prometeu ligar... ela acreditou na promessa após perguntar mais de mil vezes e ele confirmar mil e uma que cumpriria a promessa.
Ela pressentiu mais uma vez que o desejo ainda se manifestaria.


E assim ambos sabiam que mesmo dormindo...aquela noite que viveram foi mais do que um SONHO.

domingo, 4 de outubro de 2009

Texto para uma separação (Elisa Lucinda)

Olhe aqui, olhos de azeviche
Vamos acertar as contas
porque é no dia de hoje
que cê vai embora daqui...
Mas antes, por obséquio:
Quer me devolver o equilíbrio?
Quer me dizer por que cê sumiu?
Quer me devolver o sono meu doril?
Quer se tocar e botar meu marcapasso pra consertar?
Quer me deixar na minha?
Quer tirar a mão de dentro da minha calcinha?
Olhe aqui, olhos de azeviche:
Quer parar de torcer pro meu fim
dentro do meu próprio estádio?
Quer parar de saxdoer no meu próprio rádio?
Vem cá, não vai sair assim...
Antes, quer ter a delicadeza de colar meu espelho?
Assim: agora fica de joelhos
e comece a cuspir todos os meus beijos.
Isso. Agora recolhe!
Engole a farta coreografia destas línguas
Varre com a língua esses anseios
Não haverá mais filho
pulsações e instintos animais.
Hoje eu me suicido ingerindo
sete caixas de anticoncepcionais.
Trata-se de um despejo
Dedetize essa chateação que a gente chamou de desejo.
Pronto: última revista
Leve também essa bobagem
que você chamou
de amor à primeira vista.
Olhos de azeviche, vem cá:
Apague esse gosto de pescoço da minha boca!
E leve esses presentes que você me deu:
essa cara de pau, essa textura de verniz.
Tire também esse sentimento de penetração
esse modo com que você me quis
esses ensaios de idas e voltas
essa esfregação
esse bob wilson erotizado
que a gente chamou de tesão.
Pronto. Olhos de azeviche, pode partir!
Estou calma. Quero ficar sozinha
eu co'a minha alma. Agora pode ir.
Gente! Cadê minha alma que estava aqui?



P.S: vá mesmo seu sádico cafajeste, com acuçar e com afeto!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Do que um dia quis ser

Abandono-me ao léu...ao vento q sopra que não sei de onde vêm e nem para onde vai mais quero q me leve com ele a algum lugar onde nunca estive.
Talvez assim eu me encontre. Ando tão perdida em mim.
Sinto falta de um vão para me esconder. De um ombro para deitar e chorar minhas lágrimas silenciosas, contar os medos q me tiram o sono, o desejo de encontrar um amor diafamo com gosto de SONHO.
Quero um espaço entre os abraços que recebo...de um colo quente onde eu receba um pouco de vida.
Acredito em muitas coisas. Mas desejo viver o AGORA.
Essas frases feitas, opniões formadas e verdades imutaveis atraves das eras parecem servir para dar conselhos aos outros, mas parece não servir p/ mim.
Ando com a cabeça erguida por entre parades q soltam o calor do dia e começam a esfriar ao longo da noite. Esse calor transpassa meu corpo e me preenche por um segundo.
Esse calor q não consigo reter dentro de mim.
Choro por dentro sem saber de onde flui tanta solidão.
Estar em tantos braços é como não estar em braços nenhum..... nessa ansia infinita por achar a verdade absoluta, o amor absoluto, o desejo infinito.... não me encontro nem em mim nem em ti...
A falta de abismos p/ se jogar é o que mais dói. Não poder apostar o unico sentimento q parece ter restado no meu coração:
o amor; por saber que mesmo que eu o apostasse todo, poderia não ser o suficiente para acabar com essa solidão que me invade
a alma e me tira a sensação de segurança dos dias de sol.
"Há dias de chuva e dias de sol" ambos passam, mas em mim a sensação de que falta alguma coisa permanece.
Estou inerte, meu estado de espirito é morno, como a agua q parada há muito tempo apodreceu e precisa q o balde seja virado para recomeçar o ciclo.
"Eu sou mais forte que eu" se não fossem as regras a que se apegar eu acho q enlouqueceria por prazer.
Deixaria as sensações me invadirem de forma intenssa, percebendo cada nuance, cada oscilação de temperatura do meu corpo, os gestos faciais, os sonhos q eu ainda quero que se realizem como num passe de magica.
Quero...um não sei o que.... que me preencha não sei como...que me faça feliz por um instante.
Me basta.
O momento de agora, o antes e o depois, são meus. E eu quero muito mais deles, quero beijos interminaveis, quero uma vida bem vivida e sofrer pelas futuras batidas inevitaveis do meu coração.


É pedir muito?




"Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo... " (Clarice Lispector)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"O essencial é invisivel aos Olhos"

Mas a raposa voltou à sua idéia.

__[...] Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste. Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

__Por favor… cativa-me disse ela.

__ Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

__ A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

__Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

__ É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto …

No dia seguinte o principezinho voltou.

__Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos. __ Que é um rito? perguntou o principezinho.
__ É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa, É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha.

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
__ Ah ! Eu vou chorar. __ A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse …
__Quis, disse a raposa.
__ Mas tu vais chorar ! disse o principezinho.
__ Vou, disse a raposa.
__ Então, não sais lucrando nada !
__ Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
__ Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
__ Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela é agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
__ Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa. E voltou, então, à raposa:
__ Adeus, disse ele…
__ Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
__ O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

__ Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

__ Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

__ Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
__Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

Do “Pequeno Princípe”, de Antoine de Saint-Exupery.


P.S: Luiz voce me fez entender essa passagem do livro... tu és a minha rosa (desculpa se soa meio gay) ...ficar sem sua amizade me deu um nó na garganta e me fez sentir uma falta enorme no peito.

Amo você !!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dos dias de chuva...

SE O AMANHÃ NÃO VIER...

Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu veria você dormir eu aconchegaria você mais apertado e rogaria ao Senhor que protegesse você.
Se eu soubesse que essa seria a última vez que veria você sair pela porta, eu abraçaria, beijaria você e chamaria de volta, pra abraçar e beijar uma vez mais.
Se eu soubesse que essa seria a última vez que ouviria sua voz, eu filmaria cada gesto, cada palavra sua, para que pudesse ver e ouvir de novo, dia após dia.
Se eu soubesse que essa seria a última vez, eu gastaria um minuto extra ou dois, para parar e dizer "Eu te amo", ao invés de assumir que você já sabe disso.
Se eu soubesse que essa seria a última vez que eu estaria ao seu lado, partilhando do seu dia, eu não pensaria: "Bem, tenho certeza que outras oportunidades virão, então eu posso deixar passar esse dia".
A gente sempre acredita que haverá um amanhã para se fazer uma revisão, correção de rumos ou dizer um para o outro: "Eu te amo".
O dia de amanhã não está prometido para ninguém, jovem ou velho...
Hoje pode ser sua última chance de segurar bem apertado a mão da pessoa que você ama.
Se você está esperando pelo amanhã, porque não fazer hoje?
Porque se o amanhã não vier, você com certeza se arrependerá pelo resto de sua vida de não ter gasto aquele tempo extra num sorriso, num abraço, num beijo, porque você estava "muito ocupado" para dar para aquela pessoa, aquilo que acabou sendo o último desejo dela.
Então, abrace seu amado, a sua amada hoje.
Bem apertado.
Sussurre nos seus ouvidos, dizendo o quanto o ama e o quanto o quer junto de você.
Gaste um tempo para dizer: me desculpe, por favor, me perdoe, obrigado, ou ainda, não foi nada, está tudo bem.

Porque se o amanhã jamais chegar, você não terá que se arrepender pelo dia de hoje, pois o passado não volta e o futuro talvez não chegue.

sábado, 30 de maio de 2009

Um pouco de tudo...

" As vezes a vida nos surpreende e faz com que busquemos um novo destino, nesse meio tempo aprendemos a conviver e a aceitar a nós mesmos. 
Afinal, há dias de chuva e dias de sol como já dizia o velho poeta.
Maktub.... O que Deus escreve vai se cumprir, não guardemos mágoas e sim as experiências vividas. 
Que as lágrimas caiam para que o sorriso tenha uma nova chance de surgir um pouco mais verdadeiro... E amar até quando Deus quiser..."
(Tássia Karl)

sábado, 25 de abril de 2009

Tarde linda!!

Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.

Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente…
Eu te ensinei quem sou…
E você foi me tirando…
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade…
De me inventar de novo.

Desculpa…se te olho profundamente,
Rente à pele…
A ponto de ver seus ancestrais…
Nos seus traços.

A ponto de ver a estrada…
Muito antes dos seus passos.

Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim;

Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."
Benjamim Constant







"(...) Todo sentimento precisa de um passado pra existir
O amor não, ele cria como por encanto um passado que nos cerca 
Ele nos dá a consciência de havermos vivido anos a fio
Com alguém que a pouco era quase um estranho
Ele supre a falta de lembranças por uma espécie de mágica..."



sexta-feira, 3 de abril de 2009

Dos dias que não terminam

"Nada é uma palavra esperando tradução" (Engenheiros do Hawaii)



Sou adepta do 'nada' seja quando quero esconder alguma coisa, Hamaide seja para fazer um charme quando não quero dizer na hora o que estou pensando.
Acordo pela manha já pensando no meu 'nada'.
É cruel quando tenho q mexer na ferida e deixar ela sangrar.
Agora 03:35 da madruga, to pensando em tanta coisa que nem saberia como expressar.
Vivemos numa correria só; esperamos demais , vivemos de menos, queremos que alguns segundos durem por horas....mas aquele vazio permaneçe lá dentro...o nosso 'nada' se manifesta de uma maneira absurda e começa a incomodar.


Distribuimos as culpas por ai... e reclamamos q ta tudo uma droga (creio q a rotina é exatamente isso... é viciante) e esquecemos que as dores vem de dentro pra fora e são nossos 'nadas' que escondemos bem lá no fundo de nosso ser.


Eita vidinha medíocre... a gente acha q tá td muito bem tudo muito belo e um instante depois já perdeu a estabilidade e ta pedindo arrego (seja pq já deu a sua cota ou por outros motivos banais)...fatO!
Todos os dias precisamos guardar pedras e largar coisas pelo caminho.
Dependendo do ritmo q largamos os pedaços de nós por ai, vamos chegar ao fim da estrada como cotocos de gente.
Mas no fim é isso aí: uma luta constante... é só vc contra si mesmo.


Não sai da minha cabeça:
"Vida louca vida ...vida breve...já que eu não posso te levar ...quero q vc me leve"(Cazuza)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Várias em mim

VÁRIAS DE MIM
Silvana Duboc
Sou assim
Duas de mim
Às vezes três
Quatro... cinco... seis
Sou uma por mês
Me diversifico
Tem horas que grito
Vivo num conflito
Mostro ao mundo minha dor
Outras horas, só sei falar de amor
A mais romântica
Melodramática
Estática
Chorosa e nervosa
Carente e decadente
Vingativa e inconseqüente
Aí quando menos me percebo
Me transformo em mulher cheia de medo
Cheia de reservas
Coberta de sutilezas
Séria e sem defesa
No minuto seguinte
No papel de mulher fatal
Viro logo a tal
Aí sou dona do mundo
Segura e destemida
Altiva e atrevida
Rasgo meus segredos ao meio
E exponho num roteiro
De poesia ou texto
Agrido, inflamo
Conto o que ninguém tem coragem de contar
Explico detalhes que é bom nem lembrar
Sou assim
Várias de mim
Sorriso por fora
Angústia toda hora
Por dentro um tormento
No rosto nenhum sofrimento
No corpo uma explosão de prazer
Nos olhos, meu desejo deixo perceber
Melhor nem me conhecer
Fique com minhas letras
Com as minhas palavras
Na vida real sou bem mais complicada
Sou mil
E quem tentou, descobriu
Que viver ao meu lado
É viver dentro de um campo minado
Prestes a explodir
Mas quem esteve nele
Nunca quis fugir